quinta-feira, 15 de maio de 2008

A flor

Todos os anos por esta época sou presenteado com lindas rosas no meu quintal na aldeia. São de uma roseira encostada ao muro de divisória com a minha prima.

A rosa não é propriamente a minha flor preferida. Aliás, acho que não tenho nenhuma preferida. Gosto de tudo o que é flor, mas estas rosas têm um significado especial. São de uma roseira plantada pela minha mãe há, provavelmente, uns 40 anos. O espanto não está somente na longevidade da planta mas também na sua capacidade de resistência aos maus tratos que recebeu durante algum tempo quando lhe encostaram um monte de terra e cimento das obras. Esteve tapada durante um ano, abandonada. Algo porém lhe permitiu sobreviver não só ao tempo, às intempéries, aos invernos e verões assim como à falta de respeito dos operários das obras. Aí está a vingança dela: presentear-me todos os anos com as suas belas flores.

Esta roseira é uma resistente.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Maio de 1968 - Maio de 2008



Quarenta anos.

A revolução estudantil que abalou a França e fez tremer muitos regimes.

Naquele tempo existiam convicções fortes, ideologias fortes, espírito crítico. Não sei se hoje ainda restam alguns daqueles fósforos capazes de atear a fogueira da necessária revolução das consciências.

O resto acabou

Há textos que nos dão um murro no estômago e nos fazem dar voltas de insónia na cama.
Este, "O resto acabou" de Isabela, no seu blog "O mundo perfeito" http://omundoperfeito.blogspot.com , para além da inevitável perturbação, coloca-nos perante uma pequena obra de arte literária.

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