
Esta novela do famigerado diploma até parece ser alimentada por uma central que vai distribuindo todos os dias mais um dado. Agora já vai no código postal indicado num documento à data em que, segundo a notícia, o código postal de 7 dígitos ainda não estava um funcionamento. O que aparecerá amanhã e a quem será dada a notícia? Ao Público, à Renascença, à Sic, à TVI, a um blog?
É que, fenómeno interessante, uma das fraquezas apontadas pelos estudiosos do jornalismo português era a falta de jornalismo de investigação. Engraçado! Num repente e dentro de um só tema, surgiram dezenas de jornalistas de investigação, todos bem sucedidos, com informações frescas sobre o diploma do sr. Sócrates. Os estudiosos que revejam rápido as suas conclusões e creditem o jornalismo português como um dos mais profícuos no campo da investigação.
Dando de barato o facto de as pessoas estarem-se nas tintas para o título académico do primeiro-ministro, ele até pode, afinal, ser mestre-de-obras ou ajudante de pedreiro formado na auto-estrada do norte na faculdade internacional dos emigrantes do leste, me parece doentia esta teimosia em nos intoxicar diariamente com “novos” dados sobre o caso. De tanto chafurdarem, de tanto quererem deitar abaixo, arriscam-se a fazer o país entrar na total indiferença, mesmo que alguém provasse ter havido algum tratamento de excepção para com o aluno José Sócrates. Porque, habituados à cunha e ao “dê lá um jeito”, os portugas do país real não acham estranhas as patranhas curriculares de quem quer que seja.

hs
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