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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ritmo e cor - Kilandukilu

A  plástica do Ballet Tradicional KILANDUKILU, de Angola.


Fotos da minha autoria, tiradas no espetáculo realizado em Maio, em Abu Dahbi,promovido pelo embaixador de Angola nos Emirados Árabes Unidos, Rui Mangueira, em comemoração do 8º aniversário da Paz em Angola.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09.09.09 - NOVES FORA, NADA

Parece que o dia de hoje é um dia especial pelo facto de ser uma data interessante: 09.09.09. Francamente não sei se tem algum significado especial seja em que enquadramento – cabalístico, cronológico, calendário, número capicua (999) – donde, vejo minhas preocupações diárias viajarem para o destino do costume: trabalho, amigos, rotinas.
Acedo, mesmo assim, a fazer uma breve reflexão e, ocorre-me fazer a prova dos nove. O resultado não me parece muito animador, noves fora, NADA. Francamente, gosto pouco de nada. Não devo ser o único. Prefiro cultivar o positivo. Nada invoca-me niilismo, vazio, o culto do não ser, a implosão da subjectividade, como alguém o definiu.
Os niilismos moral e político, por exemplo, podem ser deduzidos do niilismo existencial; pois, se a própria existência não tem valor, isso implica que nada tem valor, inclusive valores morais, inclusive o progresso.
O único modo de compreender o niilismo existencial é através da reflexão. O vazio da existência nunca poderia ser demonstrado através da prática, ou apreendido por meio da experiência imediata. Se, por exemplo, reduzíssemos nosso planeta a nada com bomba nuclear, isso não demonstraria coisa alguma; a visão desse planeta despedaçado também não provaria nada. Tal postura destrutiva prática não faz o menor sentido; equivale a tentar refutar um livro queimando-o.
O niilismo existencial se demonstra quando reduzimos o homem a nada, e para isso basta possuir algum talento intelectual aliado à honestidade, pois o esvaziamento da existência é a mera consequência de a entendermos. Não precisamos degolar a humanidade inteira para provar que a vida carece de sentido.

Socorri-me aqui de um ensaio tirado de Ateus.net para ajudar os meus amigos leitores a perceberem melhor o meu afastamento do Nada. Para mim foi bastante fácil – com tudo reduzido a Zero, nem me preocupo em fazer o “noves fora” simplesmente porque não há nove nenhum em Zero.
E tudo se simplifica.
E eu saio de cena, ufano e imperial, montado na minha quadriga de vaidades passageiras .
E, com algum descaramento, dou meia volta (U TURN como dizem os ingleses), e instalo-me de novo na importância do dia de hoje : 09.09.09.
Mando o niilismo às urtigas, o noves fora para o caixote do lixo, pego no megafone e digo às massas: acreditem que o dia de hoje é mesmo importante – faço anos.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Aniversário


Quase sem dar por isso, passou um ano, este espaço festeja o primeiro aniversário de existência no próximo dia 28 e eu navego em sentimentos de gratidão pela riqueza das intervenções que aqui têm sido feitas por tantos amigos conhecidos e desconhecidos. Ainda não interiorizei bem este fenómeno dos blogues, não sei bem se isto representa pertencer a uma comunidade ou, se simplesmente é a oportunidade de escrever o diário que nunca escrevi e deixar outros intervir nas minhas páginas. Comunidade deve ser, todos temos de comum a partilha de um espaço livre onde não há constrições e onde as regras são poucas e simples - basta agir com bom senso e respeito pelo próximo.
Ao fim de um ano, como se nota, acho-me ainda um caloiro, um aprendiz quando esvoaço o meu tempo sobre alguns blogues tanto portugueses como não, cuja qualidade, cuja afectividade, cuja ousadia me fazem cair a boca de admiração, de verdadeiro prazer intelectual.
Em boa hora tomei a decisão de vir para aqui engrossar a coluna. Como já disse em post recuado, estou-me nas tintas para a audiência, se sou lido por muitos ou poucos, não pretendo vender nada nem impor nada. Gosto sim, por que acho graça, de saber que fui visto em lugares distantes mas gosto mais de saber que tenho fieis amigos diários a honrarem-me com as suas visitas e com as suas intervenções.
No espaço de um ano acontecem milhares de situações umas boas outras menos às pessoas. Quanto a mim, a mais marcante foi a síncope que me levou de urgência para o hospital onde fui premiado com mais de 4 horas de peito aberto para me mexerem no mais profundo de cada um de nós, o coração e me brindarem com três bypasses. E, o que é fantástico mesmo é verificar que passados nove meses, até as cicatrizes desapareceram quase todas e a vida continua.

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