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domingo, 3 de maio de 2009

O MUNDO ...(não é) PERFEITO

O Georges Brassens cantava os amores e desamores de uma juventude "à bout de soufle" dos anos sessenta, ao mesmo tempo que exaltava os namoricos de fim de semana nos jardins - "les amoureux qui se bécottent sur les bancs publics...En se fouttant pas mal du regard oblique" .



É a imagem que me ocorre depois de "uma vista de olhos" aos meus blogs preferidos e, de, nesse relance sobre o que há de novo (como quem vai à janela só para ver o trânsito lá em baixo na rua), dar-me conta do encerramento de um dos mais fantásticos espaços de literatura que eu jamais conhecera antes. O blog de Isabela "O mundo perfeito", blog maudit como ela sublinhou, constituía o meu lugar de refrescamento mental, a minha catarse intelectual. Ali encontrava a pureza dura das palavras, o desplante assumido dos conceitos, a provocação e o anti-preconceito. Numa palavra, ali respirava-se liberdade.


Isabela decidiu fechar o blog. Se calhar, fartou-se de alguns buçais que quiseram por-se em bicos de pés, à custa dela, sem notarem que não tinham altura para chegar, sequer, ao nível da ...Micas ou da Morena. O blog de Isabela deixa marca forte, espero que seja possível "ir lá" para se ler o que ficou de alguns anos de escritos na primeira pessoa.

Como tudo na vida, há encontros e desencontros, há ganhos e perdas. A gente habitua-se e segue em frente. O Brel, no seu jeito tão próprio dizia: "on n'oublie rien, on n'oublie rien du tout, on n'oublie rien de rien, ON S'HABITUE, C'EST TOUT".
Habituamo-nos e...pronto!!!!!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Aniversário


Quase sem dar por isso, passou um ano, este espaço festeja o primeiro aniversário de existência no próximo dia 28 e eu navego em sentimentos de gratidão pela riqueza das intervenções que aqui têm sido feitas por tantos amigos conhecidos e desconhecidos. Ainda não interiorizei bem este fenómeno dos blogues, não sei bem se isto representa pertencer a uma comunidade ou, se simplesmente é a oportunidade de escrever o diário que nunca escrevi e deixar outros intervir nas minhas páginas. Comunidade deve ser, todos temos de comum a partilha de um espaço livre onde não há constrições e onde as regras são poucas e simples - basta agir com bom senso e respeito pelo próximo.
Ao fim de um ano, como se nota, acho-me ainda um caloiro, um aprendiz quando esvoaço o meu tempo sobre alguns blogues tanto portugueses como não, cuja qualidade, cuja afectividade, cuja ousadia me fazem cair a boca de admiração, de verdadeiro prazer intelectual.
Em boa hora tomei a decisão de vir para aqui engrossar a coluna. Como já disse em post recuado, estou-me nas tintas para a audiência, se sou lido por muitos ou poucos, não pretendo vender nada nem impor nada. Gosto sim, por que acho graça, de saber que fui visto em lugares distantes mas gosto mais de saber que tenho fieis amigos diários a honrarem-me com as suas visitas e com as suas intervenções.
No espaço de um ano acontecem milhares de situações umas boas outras menos às pessoas. Quanto a mim, a mais marcante foi a síncope que me levou de urgência para o hospital onde fui premiado com mais de 4 horas de peito aberto para me mexerem no mais profundo de cada um de nós, o coração e me brindarem com três bypasses. E, o que é fantástico mesmo é verificar que passados nove meses, até as cicatrizes desapareceram quase todas e a vida continua.

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