domingo, 29 de agosto de 2010

CR007, olha o degrau, podes cair


Não sei quem é o autor deste escrito sobre o "menino de ouro" do nosso futebol, o Cristiano Ronaldo.
O certo é que o autor toca em vários aspectos importantes do comportamento do jogador e do que representa sob vários pontos de vista.
~Transcrevo tal como me enviaram para o meu email.
Deixo ao critério dos meus amigos comentarem como acharem melhor esta excelente e interessante matéria, tanto mais que toca um fenómeno que abrange toda a sociedade.
Abraços.
..................................

CR 007



O mais recente James Bond do nosso futebol, parece-me, está a correr, em alta velocidade, para o abismo... O seu novo treinador terá uma palavra a dizer sobre isso, mas considero que há poucas probabilidades de aquela cabecinha conseguir perceber que há mais vida para além do futebol e dos milhões que ele proporciona a alguns (poucos). Não será, também, fácil, ele compreender que a dimensão do Homem vai muito para além do dinheiro e daquilo que ele pode proporcionar.



O seu êxito, até ao momento, parece-me estar mais ligado à "repetição" do que ao seu talento e criatividade. Arriscando alguma grosseria, direi que, sem a bola nos pés, CR pouco vai além de um bronco... Infelizmente para a equipa Portuguesa no Mundial, CR não passou de um jogador vulgar, previsível, sem ser qualquer mais-valia... Mas isso nem é o mais grave... O que para mim é verdadeiramente preocupante é a imagem que passa para os nossos jovens e que, na minha opinião, constitui um péssimo exemplo, de menino caprichoso, mimado e irresponsável, transformado em ídolo.



O tempo que dedica ao "mundo sem bola"converteu-o num iletrado, prisioneiro de hotéis de luxo, noitadas, namoradas bonitas e famosas, representante de um novo-riquismo que, também, alimenta uma série de parasitas.



Não faço ideia de quem o meteu nesta "alhada" relacionada com o seu filho que anunciou há dias, como de uma mercadoria se tratasse, já prontinha para render milhões uns dias depois de nascer... O "mistério" acerca da mãe que o gerou serve para fazer render o peixe. Tudo há-de ser desvendado, mas a conta gotas, à medida que a "cotação" for subindo, provocada pela curiosidade mórbida de uma boa parte dos humanos.



CR, relativamente a este assunto pôs a nu a sua "maturidade" e sentido de responsabilidade. Mostrou o homem que não é, pois converteu em "mercadoria" um "filho?"que devia ser o seu maior bem deste mundo, a que não pediu, a ninguém, para vir



A criança, que já vale não sei quantos milhões, certamente trocaria esta "salsada" toda por uma vida tranquila com um pai e de uma mãe que o amassem e acarinhassem.



O mundo está a ficar muito complicado com as loucuras que o dinheiro permite e com a falta de ética na utilização da ciência. Estamos perto da ausência de limites, para o que quer que seja. Vale tudo desde que seja para converter em dinheiro...



A falta de ética está no top, o dinheiro é Deus, mesmo para os crentes no Deus Pai!



Antes que seja tarde, temos que fazer parar esta "moda" de desumanizar. A imprensa pode e deve desempenhar um papel relevante neste combate. Não poderá, para isso, deixar-se arrastar por sensacionalismos doentios que corroem as práticas sociais e contribuem para que a anormalidade se banalize, se torne normal...



Feitas em nome dos avanços da ciência, aquelas "trapalhadas" de brincar com a vida humana, em clínicas para gente rica, são sinal de uma falta de ética deplorável que, se continuarem, arrastarão a nossa Civilização para a decadência e morte.



A atitude de, por "capricho", obrigar um filho a viver sem mãe, é um forte indício de atraso mental.



Mesmo não sendo um fervoroso crente, ouso dizer: - Não lhes perdoeis Senhor, porque eles sabem o que fazem!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Partir e Chegar, eis a questão.!!!!

Chegar, voltar, implica rever o que foi deixado antes da partida. Voltar a um lugar, não é o mesmo que voltar a alguém, a um ambiente, a um grupo. Há necessidade de um período de readaptação, de um reajustamento de velocidades do espírito e do corpo. Voltar será mais dificil do que...chegar??? Chegar, não será mais simples se despido da emoção do que se vai encontrar??? Chegar será, em rigor, terminar uma viagem, acabar uma rota, findar uma tarefa. Mas, se chegar implica um local onde já se esteve antes, seá, simplesmente, chegar fisicamente? Chegar, descer no terminal do comboio, nas Chegadas dos aeroportos. Chegar tem mais força do que ir para? Ou menos? Será mais, ir a ?
Pessoalmente, prefiro partir do que chegar. Partir tem sempre algo de imprevisto, de indefinido, de aventura. Chegar é mais concreto. Talvez mais exacto. O que existe entre o partir e o chegar é que é o grande desafio. Partir tem um ponto de....partida. Chegar tem um ponto de.... chegada. Mas, no meio, entre os dois, o que há???
Quando chego, quem me recebe não teve a minha partida. Quando parto, quem se despede de mim, não terá a minha chegada. Pelo meio, o percurso foi só meu? Se calhar a viagem não é somente ir de um ponto a outro mas sim ir de um ponto ao outro e regressar ao primeiro. Aí, então, quem se despediu, recebeu-me e, quem me recebeu, despediu-se.  Alguém ganhou, alguém perdeu.
Não é disso que a vida é feita????

sábado, 14 de agosto de 2010

La Peinture



Gao Xingjian



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Gao Xingjian






Nascimento 4 de janeiro de 1940 (70 anos)


Ganzhou


Nacionalidade: Chinês


Cidadania: Francês


Ocupação: Escritor


Prémio Nobel de Literatura (2000)






Gao Xingjian (em chinês: 高行健, em pinyin: Gāo Xíngjiàn) (Ganzhou, 4 de janeiro de 1940) é um novelista, dramaturgo e crítico literário francês de origem chinesa. Também é um tradutor, sobretudo das obras de Samuel Beckett e Eugène Ionesco, além de se dedicar à pintura.






Gao Xinjian nasceu na cidade chinesa de Ganzhou, e cresceu em Taizhou, cidade da província de Jiangsu. Gao Xinjian naturalizou-se francês em 1997.






Foi agraciado com o Nobel de Literatura de 2000, por "uma obra de valor universal, de uma lucidez amarga e uma ingenuidade linguística que abriram novos caminhos para o romance e o teatro chineses".

terça-feira, 10 de agosto de 2010

REFORMAS MILIONÁRIAS




O Verão queima a cabeça de alguma gentinha neste rectângulo. À falta de notícias quentes, tipo Freeport, Casa Pia, incêndios (que são sempre mais do mesmo e fazem parte da agenda diária das redacções), o pessoal da dita Comunicação Social vira-se agora para o luso e divertido exercício de olhar para o buraco da fechadura dos outros. O tuga agarra-se ao atavismo como uma craca à rocha vulcânica. Não resiste a uma boa invejazinha sobre o que quer que seja. É o alimento da sua alma, a comida da sua “pesada herança”.

Anda tudo ralado com o facto de a Caixa Geral de Depósitos ter atribuído reformas de mais de 5.030 euros a 72 funcionários. A CS (leia-se Comunicação Social) toca sinos de alarme para o “crime” dessas pessoas. Até um ex-ministro de um Governo qualquer já passado vai “levar para casa” (a expressão ouvia-a num noticiário de televisão), como se fosse a uma qualquer banca de reformas e retirasse a que mais lhe agradasse, “vai levar para casa” (talvez debaixo do braço, num molho de jornais a disfarçar as sete notas de mil euros, as quais, diga-se em abono da verdade, nem sei se existem por nunca as ter visto), “vai levar para casa” mais de sete mil euros. Dos outros 71 ditos “milionários das reformas”, nada consta a não ser que fazem parte dos 72.
Apesar da crise e das medidas de austeridade do Governo, a verdade é que em comparação com o ano passado, há mais 11 casos das ditas "reformas milionárias".
"So, what?", perguntaria o meu amigo inglês.

Custa-me a perceber que as coisas sejam postas numa base de “levar para casa”. É que, tanto quanto sei, ninguém leva para casa o seu salário assim, dessa maneira imoral, criminosa, baixa, como estão a querer dar a entender. É por transferência bancária.

O Estado, via Caixa Geral de Depósitos, decretou que as reformas “do Estado” – isto é, dos funcionários do…. Estado – não devem ultrapassar os 5.030 euros. Sucede que muitos dos beneficiados vão receber a reforma com ajustes de situações absolutamente legais. Mas quem foi que fez as contas das reformas ditas “milionárias”? Foram os próprios funcionários? Não. Foi o sistema financeiro do Estado.

Mais uma vez, acho que o problema deve ser visto por um outro prisma. Que, aliás, os americanos andam a debater há bué de tempo. Os prémios, os salários e as reformas (essas sim milionárias) dos gestores das grandes empresas. Aí, entra-se numa pescadinha de rabo na boca. Os prémios, os salários e outras benesses são regulados e decididos pelas Assembleias Gerais. Funciona com espírito corporativo. Dou-te benesses agora para as receber mais tarde. Ninguém espreita pelo buraco da fechadura dos outros para que os outros não espreitem pelo seu buraco da fechadura.

É ao Estado que cumpre fazer a devida distribuição da riqueza. Que o faça, de forma justa e equitativa.

Alguém ouviu falar da questão em relação aos países escandinavos, por exemplo?

Mas estamos em Portugal, na Tugalândia, aquele país (inho) de coisas pequenininhas, com muitos inhosinhos (a sua continha, o seu embrulhinho, a sua facturinha, a sua dividazinha, a sua casinha) onde metade da população aperta o cinto para sobreviver e a outra metade não aperta nada por falta de cinto. Os ricos e os “milionários da reforma” não entram nestas estatísticas.

E, num heróico esforço de moralizar a questão, os políticos acharam por bem reduzir os seus salários em….5%. Fantástico. Isso é que é dar um exemplo de solidariedade. Coitados: de 3.000 euros, fora todas as outras benesses, fazem o supremo sacrifício de contribuir com….150 euroooosssss…. Não é lindoooooo ?????? Por mim, voto já em todos.

Não sei se o Presidente da República também decidiu solidarizar-se com o Povo. Sendo quem é, duvido.

Ganância. A questão é ganância. A questão é falta de hombridade cívica, é ausência de ética, défice de solidariedade social. O exemplo que… não vem de cima, nem de lado nenhum.

Discutam o que quiserem, convidem os comentadores que quiserem, façam os seminários e as parangonas que quiserem. Mas não enforquem na praça pública sem julgamento prévio, pessoas que, afinal, só cometeram o crime de….estarem no país errado.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ritmo e cor - Kilandukilu

A  plástica do Ballet Tradicional KILANDUKILU, de Angola.


Fotos da minha autoria, tiradas no espetáculo realizado em Maio, em Abu Dahbi,promovido pelo embaixador de Angola nos Emirados Árabes Unidos, Rui Mangueira, em comemoração do 8º aniversário da Paz em Angola.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

luz


Estas fotos foram tiradas em Angola, há muito pouco tempo, ainda neste ano de 2010. A caminho do Uíge, na vila de Camabatela, a Igreja matriz impõe a sua presença a cada passante. A originalidade da arquitectura obriga a uma paragem e a uma visita ao interior.
Camabatela foi fundada em 1611 e foi elevada a vila em 14 de Julho de 1934. Festejou, há poucos dias, 76 anos.
Em 1961 foi um dos centros de acção nacionalista no início da luta pela independência de Angola.
O que me chamou à atenção foi o facto de a Igreja ser um dos poucos edifícios totalmente conservados e mantido num estado absolutamente impressionante de limpeza e funcionalidade.
O interior está recheado de imagens de santos. Numa das fotos vêem-se fiéis a orar à ... Nossa Senhora de Fátima.
Tal como na Igreja da Muxima, são as "mães" que tomam conta de tudo no templo, gerido, desde a sua fundação, por frades Capuchinhos.
No altar principal, chamou a minha atenção aquela cruz com o Cristo cruxificado, que tentei enquadrar com a luz do vitral.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

HIGUERAS

Tive sempre um fascínio pelos grandes artistas, fossem eles de qual arte, pintores, bailarinos, escultores. Foi esse fascínio que me levou, em jovem, a procurar Maurice Béjart e o “Ballet du XX ème siècle”, com quem trabalhei no Bolero de Ravel, no Théatre de La Monnaie em Bruxelas, e em várias outras obras do grande de mestre do bailado. Foi esse fascínio que me levou a frequentar tertúlias onde eu bebia cada gesto, cada palavra, cada som, cada imagem e me emocionava em cada momento. E sempre me interroguei porque razão não fui dotado desses dons. Tudo bem, cada um é para o que é, diria alguém mais expedito que eu. Por exemplo: a escrita tem sido para mim um mar de descobertas, eu que sou jornalista há tantos anos que já quase me envergonho de dizer quantos. Eu que tanto já escrevi e nunca plagiei! Até descobrir Luís Fernando, o escritor angolano de quem bebo a riqueza da língua portuguesa.


Tive sempre tendência para conviver com gente das artes. São pessoas diferentes, não tenho outra qualificação para elas. Mas não sei bem dizer em que é que são diferentes e correria grave risco de estupidez em defini-las.


Talvez porque essas pessoas me transportam a mundos mais bonitos que o da minha profissão? Talvez porque…têm um discurso diferente do habitual?


Tive o privilégio de conviver com a figura excepcional de Cruzeiro Seixas. Cruzei a minha vida com Maurice Béjart, Patrick Belda, Duska Sifnios, Laura Proença, Tania Bari, Vittorio Biaggi, Germinal Casado, Paolo Bortuluzzi, bailarinos de Béjart.


Conheci e convivi com o pintor Vitor Belém e os  escultores Mário Seixas e Aida Sousa Dias. Mais recentemente, conheci Etona, o pintor angolano que enfeitiça pelas suas obras.


Há dias cruzei o meu caminho com Higueras, José Higueras e sua mulher Higorca, catalã, poetisa,  mulher de arte. E fico sem ar. Ao buscar jornalisticamente mais dados sobre as pessoas, encontro-me com seres superiores cujos nomes pouco mais são do que referências pouco mais servem do que para orientar. Falar com essas pessoas, ter o privilégio de as ombrear, a liberdade de trocar ideias com elas, é algo bem mais acima do trivial.
É entrar noutro mundo.

sábado, 24 de julho de 2010

Obesidade Mental

A Obesidade Mental - Andrew Oitke



O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.


«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»


Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada..
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.


Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»


O problema central está na família e na escola.


«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.


Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.


Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»


Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:


«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»


O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade
fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.


«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»


Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.


«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.


Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.


Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.


Todos acham que Saddam é mau e Mandela é bom, mas nem desconfiam porquê.


Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».


As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.


«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.


Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.


Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.


É só uma questão de obesidade.


O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.


O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»


(Por João César das Neves - 26 de Fev 2010)

sábado, 19 de junho de 2010

UM OLHAR ARGENTINO SOBRE SARAMAGO

A minha "nana" argentina Maria Faini, de Rosário, sempre atenta, teve a gentileza de me enviar esta análise sobre o Prémio Nobel português. Vale a pena ler, com um muchas gracias à Marita e à autora Silvina Friera.
Com a devida vénia, aí vai a transcrição do trabalho, publicado na Página 12.

Sábado, 19 de junio de 2010

Adiós a José Saramago, leyenda de las letras

Romance del Quijote portugués, el hombre de las mil pasiones

Nació pobre y se formó como cerrajero, pero el joven Saramago intuía que su espíritu sólo se saciaría con algo más, esa formidable obra que significó premios, admiración y sinsabores.

Por Silvina Friera

El Quijote portugués, un “comunista libertario” que fue el único Premio Nobel de Literatura en esa lengua, decía que morir no es ningún acto heroico, sino una cosa de lo más corriente. No había rabia ni dramatismo en ese pensamiento. De un tiempo a esta parte, presentía que no iba a vivir mucho más. Sabía que si la vida es como una vela que va ardiendo, él tenía la certeza íntima de que estaba cerca de ese momento en que lanzaría una llama más fuerte antes de extinguirse. La enfermedad, una leucemia crónica, minaba su salud. Aunque el jueves había pasado una noche tranquila –la trampa que tiende la muerte cuando suelta el corset y proporciona una dosis de alivio–, el viernes después de desayunar comenzó a sentirse mal. José Saramago, uno de los grandes novelistas del siglo XX, murió ayer al mediodía, a los 87 años, en su residencia de la localidad de Tías (Lanzarote), “como consecuencia de un fallo multiorgánico”, según informó el sitio de su Fundación. Que la muerte sea una cosa de lo más corriente no vacuna contra el dolor. En Las pequeñas memorias, Saramago recordaba que cuando su abuelo analfabeto tuvo la corazonada de que ya no habría más futuro fue hasta el huerto de su casa y se despidió de sus árboles, abrazando en esa ceremonia del adiós cada uno de los troncos. Su nieto, tantos años después, se despidió de una forma “serena y plácida” de su familia.

Saramago nació el 16 de noviembre de 1922 en la pobre y rústica aldea portuguesa de Azinhaga (palabra que significa “calle estrecha”), situada a cien kilómetros de Lisboa y en las cercanías del río Tajo. En esa cuna geográfica, con su frontera de agua y de verdes, con sus casas bajas rodeadas del gris plateado de los olivares, se completó la gestación de un niño melancólico, un adolescente desmadejado, tan lleno de dudas como de certezas, contemplativo y frecuentemente triste. José de Souza se hizo más conocido por un error que selló su suerte. El funcionario encargado de registrar sus datos se equivocó y en vez de anotarlo como Souza le estampó el Saramago, el nombre de una planta que crece como yuyo por esas tierras. Aunque a los dos años emigró a Lisboa, nunca rompió sus lazos con el lugar de su nacimiento. Siempre se dejó llevar por el niño que había sido. Si la infancia es uno de los principales patrimonios de un escritor, el autor de Ensayo sobre la ceguera advertía que sin la madera de esa infancia no hubiera sido el que fue. La pobreza de esa familia de campesinos analfabetos, sin tierra ni recursos económicos, abortó la posibilidad de que ese niño enjuto y brillante estudiante terminara sus estudios secundarios. Saramago tuvo que ayudar a la familia y trabajó en una herrería mecánica, donde se formaría como cerrajero, oficio que ejerció durante dos años.

Ese joven que abría literalmente puertas intuía que él también podría abrir la “gran puerta” de su vida. No importaba que fuera más tarde que temprano. Su mayor ilusión era ser escritor. El germen de su destino comenzó en la biblioteca pública, donde el adolescente se lanzaba a la aventura de leer. De día trabajaba, de noche devoraba libros, todos los que podía. Contaba que su familia de espíritu, los escritores que lo marcaron definitivamente, fueron Gogol (“que se reía de todo pero con tristeza”), Montaigne (“que debería ser de lectura obligatoria para todo aquel que pretenda escribir bien”), Cervantes y, sobre todo, Kafka, “ese hombre tan curioso que desde su mediocre cotidianidad de funcionario de Banco produjo una obra de valor incalculable”. Tenía 17 años cuando leyó una frase de esas que nunca se olvidan: “Sabio es el que se contenta con el espectáculo del mundo”. Muchos años después, en 1984, seguía buscando las razones de la magnitud de ese impacto. “Escribiendo El año de la muerte de Ricardo Reis, fruto de la fascinación y el rechazo que esa frase me provocaba, descubrí que yo escribía para responderle a su autor: ‘La sabiduría no podrá ser jamás contentarse con el espectáculo del mundo’. La sabiduría está relacionada con lo opuesto: con atreverse al inconformismo, a la formulación de las preguntas definitivas, a la búsqueda profunda de razones”, recordaba Saramago.

El derecho de un hereje

En 1947 dio el primer paso en ese camino incierto de la escritura y publicó su primera novela, Tierra de pecado, mientras alternaba trabajos como mecánico, editor y periodista de Diario de Noticias, en Lisboa. Por esos años se fue encendiendo una chispa que sería central en su horizonte vital. La llama de la conciencia política fue aumentando poco a poco hasta que lo impulsó, definitivamente, a afiliarse al Partido Comunista Portugués en 1969 y a participar en la Revolución de los Claveles del 25 de abril de 1974, que puso fin a la dictadura de Salazar. La literatura era como la promesa de un canto futuro que brillaba en la lejanía. Casi veinte años de silencio no es nada, se podría decir parafraseando la letra del tango; tal vez en esos tiempos era válido estar dos décadas sin publicar porque, como afirmó en muchas ocasiones en que recapitulaba ese hiato, no tenía “nada que decir”. La poesía fue la ruta principal que tomó para regresar al centro de esa ilusión que no dejaba de titilar. Entre 1966 y 1975 salieron Poemas posibles, Probablemente alegría y El año de 1993. Calibraría su ego años después, en 2005, cuando se publicó su Poesía completa y aseguró que nunca fue “un poeta genial” ni “un gran poeta”. Tan sólo se consideraba “un buen poeta”. Curiosamente, en los últimos años, el escritor, consciente de la edad, proclamaba que tenía “algo para decir” y no dejaba pasar demasiado tiempo entre novela y novela, como si hubiera una revancha interior contra ese retiro de 19 años.

Así como la precocidad cotiza en la Bolsa literaria, a veces como si fuera un valor autónomo de las circunstancias vitales –es difícil la precocidad cuando lo que abunda es el humus de la pobreza–, la leyenda de Saramago se agigantó por haber sido un escritor de publicación tardía, un Quijote portugués que lucharía contra unos cuantos molinos de viento. En 1977 se editó la novela Manual de pintura y caligrafía, a la que siguieron el libro de cuentos Casi un objeto (1978) y la obra teatral La noche (1979). En estos libros previos al gran reconocimiento están sentadas las bases del mundo que iría construyendo. Esa señora tan esquiva, la fama, lo visitó a partir de Memorial del convento, novela situada en el siglo XVIII que ganó el Premio del Pen Club Portugués, el mismo galardón que volvió a ganar en 1984 con La muerte de Ricardo Reis. Tenía 60 años cuando alcanzó el Olimpo de la celebridad literaria, al que ingresan pocos.

Desde entonces, la fama lo acompañó siempre, a veces tanto que ese hombre de la triste figura, altísimo y delgado como un junco, parecía duplicarse para estar en tantas partes que cualquier otro mortal no resistiría, salvo que apelara a algún truco o intentara clonarse. Esa fama se disparó, se le fue por completo de las manos y lo hirió, cuando en 1991 publicó El Evangelio según Jesucristo. La iglesia lo acusó de “hereje”, el Vaticano no dejó de insultarlo en todas las lenguas posibles. La novela fue objeto de un polémico veto, un año después, cuando se retiró de la lista de candidatas al Premio Literario Europeo. El escritor se había animado a humanizar la figura de Jesús, que perdía la virginidad con María Magdalena y era un títere de Dios para multiplicar y expandir su dominación mundial. Y ardió Troya. El gobierno portugués se sumó a la campaña contra el autor; el libro se prohibió. La censura indignó tanto a Saramago que decidió autoexiliarse en Lanzarote, donde residió hasta su muerte, junto con su esposa, la traductora de sus libros, Pilar del Río. “Para defenderme de los que me llamaron hereje, no tengo más que decir que la palabra ‘herejía’, etimológicamente, quiere decir ‘el que elige otra cosa’, y que todos deberíamos tener ese derecho. Aunque las religiones nunca fueron contemplativas con los que piensan distinto ni han servido nunca para acercar a los hombres los unos a los otros”, reflexionaba tiempo después del escándalo.

Capturar la realidad

1995 fue muy especial. Saramago obtuvo del Premio Camoens al conjunto de su obra y publicó Ensayo sobre la ceguera, primera entrega de su trilogía sobre la identidad del individuo, que continuó con Todos los nombres (1998) y cerró con Ensayo sobre la lucidez (2004), donde plantea la importancia del voto en blanco a la hora de expresar la disconformidad con el poder político. Sin sacar el pie del plato de la izquierda, el escritor fustigó a los partidos de izquierda que, cuando dicen que “se acercan al centro”, en realidad “lo que hacen es acercarse a la derecha”. Alertaba que al mundo “lo dirigen organismos que no son democráticos, como el Fondo Monetario Internacional, el Banco Mundial o la Organización Mundial de Comercio”. En su país, en España o en sus visitas a la Argentina, invitaba a los ciudadanos a “perder la paciencia” y a hacer algo para intentar cambiar la situación. “Es hora de aullar, porque si nos dejamos llevar por los poderes que nos gobiernan y no hacemos nada por contrarrestarlos, se puede decir que nos merecemos lo que tenemos”, planteaba. Tres años después, en 1998, recibiría el Nobel por haber creado una obra en la que “mediante parábolas sustentadas con imaginación, compasión e ironía, nos permite continuamente captar una realidad fugitiva”. La vida se fuga, es la principal fugitiva. Las ideas, también. Un día se le acabarían. Eso creía y decía. El miedo a que ese agotamiento llegara sin dar señales previas lo conjuraba escribiendo en una carrera contra reloj de la que fueron surgiendo La caverna (2000), El hombre duplicado (2002), Las intermitencias de la muerte (2005), Las pequeñas memorias (2006) y El viaje del elefante (2008). Esa necesidad imperiosa de luchar contra el tiempo se materializó también, en septiembre de 2008, en su blog titulado El cuaderno, “un espacio personal en la página infinita de Internet”, según comentaba el escritor que supo ser una antena ambulante que “capta lo que está en el presente”.

La obsesión de escribir de Dios se prolongaría con su última novela, Caín (2009), una figura bíblica que también humanizó Saramago, a pesar de que el fratricida de Abel goza de muy mala prensa. Quién podía negarle el derecho a meter las manos en la masa de este tópico áspero, caldo de cultivo de sempiternas polémicas. Nadie, o, mejor dicho, los mismos de siempre, los de las sotanas apolilladas. “Quiero hablar de Dios porque es un problema que afecta a toda la humanidad”, argumentaba sin ánimo de provocar. Pero provocando.

El escritor del compromiso y la lucidez explicaba este metejón con Dios repasando su formación. Nunca tuvo educación religiosa, ni en los años que estuvo en el colegio ni en su casa. No transitó por las crisis religiosas de la adolescencia ni cuando arrancó con las preguntas sobre la muerte. “Creo que la muerte es la inventora de Dios. Si fuéramos inmortales, no tendríamos motivo para inventar un Dios. Para qué. Nunca lo conoceríamos”, subrayaba en una entrevista con Juan Cruz. “Ateo es sólo una palabra. En el fondo, estoy empapado de valores cristianos, y es verdad que algunos de estos valores coinciden con valores del humanismo. Los acepto. Ahora bien, todo lo que tiene que ver con la creencia en un Dios superior y eterno, que un día me condenará, me parece una chorrada.” El telón de la novela Caín cae con una discusión, en el umbral de la puerta del Arca de Noé, entre Dios y Caín. Para el escritor es la eterna discusión, sin salida, entre el hombre y Dios. “Ni él nos entiende a nosotros, ni nosotros lo entendemos a él. Son dos entidades que no se han entendido, no se están entendiendo y no se entenderán”, advertía Saramago, autor de obras autobiográficas como Cuadernos de Lanzarote I y II (1997 y 2001). Cuando presentó esta novela en España, agitó una vez más el avispero católico al calificar a la Biblia de “manual de malas costumbres”.

El triunfo de la vida

La chispa que dispara muchas de las ficciones de Saramago parte de una pregunta. El motor de Las intermitencias de la muerte, que narra la historia de una ciudad donde la gente deja de morir, donde el factor muerte desaparece, es qué pasaría si fuéramos eternos. La primera respuesta que se evidencia es que sin la muerte, apuntaba el escritor, mucha gente se arruinaría. Pero va más allá de esa instancia al recordar, entre otras cuestiones, que la idea de la muerte es una de las raíces del poder de la Iglesia. “El problema de la Iglesia es que necesita la muerte para vivir. Sin muerte no podría haber Iglesia porque no habría resurrección. Las religiones cristianas se alimentan de la muerte. La piedra angular sobre la que se asienta el edificio administrativo, teológico, ideológico y represor de la Iglesia se desmoronaría si la muerte dejara de existir”, argumentaba. “Por eso los obispos en la novela convocan a una campaña de oración para que vuelva la muerte. Parece cruel, pero sin la muerte y la resurrección, la religión no podría seguir diciendo que nos portemos bien para vivir la vida eterna en el más allá.” Saramago dejó un libro inconcluso sobre la industria del armamento que estaba preparando. “No será sobre el Corán, pero será sobre algo tan importante como todos los coranes del mundo: por qué no hay huelgas en la industria del armamento, una huelga en la que los obreros dijeran: ‘No construimos más armas’”, anticipó.

En una de sus últimas visitas a Buenos Aires, el escritor estuvo en una escuela del barrio de Boedo. Los pibes, asombrados, no paraban de preguntarle de todo. “La vida está triunfando todos los días sobre la muerte. Yo no sé cómo terminará la vida de la humanidad, pero el único consuelo que tenemos es que cuando se muera el último ser humano se acabará la muerte”, dijo. “Pero hay una cosa muy clara: no podemos vivir sin la muerte. Hay que aceptarla. Si estamos aquí no es porque haya una predestinación, sino porque hay un gas ligero e inodoro que con tiempo suficiente se convierte en ser humano.” Aunque estaba a años luz de brillar por su sentido del humor –en sus ficciones y en sus declaraciones, si había gracia era por los desprendimientos de su ironía–, se permitió bromear sobre su muerte. “Cuando yo me muera llegará aquí la noticia: ‘Ha muerto Saramago’, y alguno de ustedes dirá: ‘Ah, ese señor, que ha estado aquí, pobrecito’. Pero no pasa nada, yo he hecho unas cuantas cosas que quedaron en mis libros. Lo que cuenta es que vamos a continuar.” La vela ya no arde, pero queda el calor de sus libros.

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

LITO, O APANHA OSTRAS

LITO, O APANHA OSTRAS

Do outro lado da língua de areia, o Atlântico
O forno de pão em Ngola Mussungo

As ostras de Porto Amboim


Dizem que são afrodisíacas, que contêm fósforo, iodo e zinco. As ostras são manjar de uma vez por ano nos restaurantes caros do mundo. Em Porto Amboim, são o ganha-pão de Lito Bumba e de muitos outros da aldeia de Ngola Mussungo, ali ao lado de Porto Amboim.

Como a mais valiosa das riquezas, as ostras de Porto Amboim estão bem protegidas pela natureza. O acesso é difícil, desconfortável, por caminhos pedregosos e perigosos.
A paisagem em volta é agreste, poeirenta nesta época e, em Ngola Mussungo, a vida flui tranquila sem apertos de trânsito nem aflições de bichas para a gasolina. Ali, a poucos quilómetros da grande cidade, o mundo retoma a sua forma natural e nem a motorizada do agente de trânsito em dia de folga perturba o encanto do lugar. As casas estão espaçadas umas das outras, as crianças correm sem constrangimentos, os animais ignoram olimpicamente, na sua faina de perscrutar a terra, a passagem do carro.
Lito, alcunhado de Bumba pelos amigos, é um jovem de 23 anos de idade. No olhar lê-se-lhe uma paz interior que as gentes da cidade já não sabem o que isso é. A mãe é Josefa Bento.
Onde está o Lito, queremos falar com Lito, perguntávamos às pessoas abrigadas nas sombras. “É pra quê?”, alguns interrogavam. “É prás ostras”, respondíamos. “Eu posso mostrar”, retorquiam. “Não, nós queremos falar com o Lito”.
Naquele lugar, o GPS está dispensado, Lito apareceu como se tivesse ouvido as indagações dos forasteiros que éramos. Ele iria mostrar-nos o caminho para o “paraíso” que, neste caso particular, é a descer. “O Vado vai também”, disse, “ele é filho da minha irmã”.
Inevitável mesmo era não deixar de pensar no gigantesco fosso entre a imagem das ostras servidas com requintes de luxo e preços galácticos nos restaurantes do mundo e aquelas que Lito e seus colegas de trabalho retiram das águas lisas daquela espécie de laguna existente entre as fragas do continente e a língua de praia estendida por quilómetros de extensão.
Numa jangada rudimentar feita de oito envelhecidos troncos de árvore, Lito e Vado atravessam os cerca de 80 metros que separam uma margem da outra. E é do lado de lá, na língua de areia de praia, que se esconde o tesouro. Um tesouro de tal forma natural, que Lito, Vado e todos os outros dali, não suspeitam dos interesses comerciais que desperta.
Dezenas de montes de cascas de ostras, esbranquiçadas pelo sol de muitos anos, testemunham antigas razias sem controlo. Lito só sabe que aquelas ostras trazidas na jangada para venda a particulares ou até mesmo em Luanda, são o sustento da família toda.
Não pensa no valor comercial praticado nas grandes capitais. Não imagina a exclusividade que é para gentes das cidades cosmopolitas, comer seis ostras deitadas em cama de gelo moído. Por vezes vai a Luanda onde estudou, ver amigos e familiares e, vender ostras que apanhou ali no seu recanto. Por norma, não procura os clientes.
Os clientes é que vão à procura do Lito, de Ngola Mussungo. E não pensa mudar de vida, nem mesmo vai a Porto Amboim com frequência. “Talvez nas sextas-feiras”, diz ele, “levar ostras no restaurante ou em casa de pessoas.”
Quando perguntámos por quanto ele vende um saco de ostras apanhadas no seu lugar habitual, Lito, com ar compungido, deu um valor como se estivesse com receio de ser muito elevado, antecipando a negociação que se seguiria. Não revelamos, por pudor e respeito pelo negócio de todos os Litos de Ngola Mussungo, o preço pedido.
Preferimos reservar, a quem estiver interessado, o prazer da descoberta. Não vai encontrar pérolas. Naquele lugar ainda puro, as ostras não sofrem da doença que lhes provoca o crescimento da pérola. Simplesmente porque, ostra feliz, como a de Porto Amboim, não faz pérola.
hs

(texto publicado no jornal OPAÍS, edição nº 83 de 11 de Junho de 2010, página 22, sob o título AS OSTRAS DE PORTO AMBOIM).
Ler em http://www.opais.co.ao/

experiência

um pouco como quem muda de penteado, aproveitei a novidade oferecida por esta coisa do blogger e ... mudei de cara.....aguardo a vossa opinião.....fica assim, ou voltamos ao antigo? se é que vou conseguir recuperar o antigo...mas isso são outros quinhentos....

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