As notícias do reino são péssimas, não deixam nenhuma margem de esperança, aquela gentinha ( como diz o sinhôzinho Malta da Madeira) lá do "Contenente", não tem juizo, continua a fazer tudo para ser despresada, desrespeitada. Aquela gente não presta, aquela gente é incompetente, aquela gente só está no poder para se servir, jamais para servir o país. Não há um que se distinga pela postura sólida e desinteressada de governante, de político oposicionista, de Presidente da República, de líder parlamentar e até o Dr. Marcelo já parece uma cassette desgastada pelo uso. O mal é quando "essa gente", essa inteligentzia nacional se convence da impunidade do que diz, da "importância" que se arroga. São os novos deuses do Olimpo da estupidez e da vacuidade. Não prestam.
Quando aparece alguém com outro tipo de discurso, como Fernando Nobre, dá a impressão de que acabou de chegar de outro mundo e ainda não viu em que país caiu.
Dissecar a inutilidade "dessa gente" levaria muitos posts, acho que não vale a pena. As pessoas de bem sabem em quem estou a pensar.
É que não deixa de ser preocupante notar que instituições que deveriam ser credíveis em todos os momentos, passaram ao discurso do "aos costumes disse nada". Olhem para alguns dirigentes sindicalistas, como o presidente da UGT que, quando abre a boca, é para dizer as maiores vacuidades, do alto da sua bem instalada cadeira de chefe de coisa nenhuma. Até mesmo o outro dito da esquerda, da CGTP, um homem credível que já perdeu o fulgor da luta e e a força do argumento. Olhem para aquele Presidente da República, vestido de fato e gravata para plantar uma árvore e para ir apanhar lixo ao domingo, quando não arranja uma importante visita de Estado...a Andorra!. Mas, quem é que "essa gente" julga que engana?
E, aqueles senhores muito sérios que agora aparecem na televisão a "deitar tudo abaixo", com o senhor Medina Carreira à frente? Especialistas em diagnósticos, incapazes de "operar" é o que são.
Estavam à espera, meus caros leitores, de me atirar ao Sócrates e de o meter no meio "desta gente"? Não vou nessa, amigos. Já há bastante "gentinha" a fazer campanha negra contra o homem, gente que não percebeu, não quer perceber que o primeiro-ministro de um país devedor da UE (União Europeia) não é mais do que um capataz que obedece às ordens o patrão. Essa coisa do PEC, de estabilidade tem zero, nós é que vamos ficar ainda mais instáveis. Essa gente não presta.
É preciso mudar o paradigma do país, ou, o país mudar o seu paradigma porque, "aquela gente", sentada nas duzentas e tal cadeiras do poder, "não presta".
Os partidos ou o sistema que os tornou imprescindíveis, está morto, esgotado, viciado.
Esta democracia precisa de ser revista, mudada, refrescada para voltar a ser DEMOS CRACIA.
Deixo-vos, meus leitores, com José Régio:
Soneto quase inédito escrito em 1969
Em memória de Aurélio Cunha Bengala
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Silly ... what ????


Seguir o país através dos noticiários da RTP África ou da Sic Notícias torna-se um exercício letal para a inteligência. O mínimo que pode acontecer é…adormecer. A questão é simples: não se vê, não se ouve, nada de interessante, como se a inteligência da nomenclatura nacional tivesse sofrido de súbito trombo com graves consequências sobre a expressão das ideias.
À distância, seguir o país pela televisão assegura uma dolorosa caminhada no reino do não ser.
Diz-se, nesta época, que se está na “silly season”, uma expressão usada pelos ingleses para dizerem que no Verão, não acontecendo nada de relevante, os jornais “inventam” histórias “tontas” para “venderem papel”. “Silly Season” desculpa tudo, define tudo, perdoa tudo, afirma tudo. Talvez por isso os políticos se aproveitem do clima propício à tonteira para dispararem os seus lugares comuns mais vazios e mais pobres de sentido. Eles julgam que estão a ser religiosamente ouvidos e acreditam até que estão a ser compreendidos. Não sabem, porque a prosápia é cega, que as pessoas estão-se perfeitamente marimbando para o que eles dizem. Mas ficam inchados de auto-confiança quando, cinco minutos depois de terem concluído as suas indiscutíveis verdades, as televisões, vazias de veraneantes conteúdos, convocam os seus comentadores residentes para análises mais profundas do que descer à abissal fossa das Marianas.
À mingua de acontecimentos relevantes com dimensão mundial, já que o país, de tão pequenas mentes, nem é capaz de gerar algo que dê que falar pelo mundo, as televisões agarram-se como lapas a acontecimentos fabricados pelos partidos, já que o Pontal se esvaziou dos calores do antigamente onde poeira e febras justificavam umas horas a fazer de conta.
Durante dois dias inteiros, a SIC Notícias repetiu à exaustão uma conversa doutoral do dr. Marques Mendes com análises de análises e comentários de comentários. Um festival de coisa nenhuma para fabricar um acontecimento que só o foi porque não há arribas a desabar todos os dias.
Tenho para mim que ninguém se lembra do que é que o senhor disse, se é que disse. Assim como aposto que ninguém se lembra do que disse – se é que disse – aquele outro senhor mais gordinho numa chamada Universidade de Verão do PSD. Alegremo-nos. A rentrée, que é a forma fina de dizer que “eles” acabaram as férias, propicia momentos elevados de “silly moments” o que não fica mal quando não há mais nada para dizer que repetir o que já foi dito.
Não fossem os profundos oráculos saídos da pitonisa de Belém para provocar as necessárias interpretações, estendidas durante dias como massa de fazer rissóis, o país entraria, inevitavelmente em irreparável estado de coma.
Preocupa-me muito – faz parte das minhas insónias aliás – que até o próprio BE já “perdeu o gás” do esgotado Louçã que, para não perder tudo nas pantalhas televisivas, fez avançar a Drago.
A Drago tem o dom de dizer coisas que também ninguém percebe – como convém aos fazedores de política – mas de uma forma bonita. Por mim falo: não me lembro de nada de relevante que ela tenha dito mas vale a pena olhar para ela.
Outro tanto não poderei dizer daquela senhora a quem devem ter feito operações de descontracção dos músculos faciais para agora poder mostrar uma espécie de sorriso. Parece que disse coisas importantes, a avaliar pela repetição das análises e comentários ao programa que parece ter apresentado para convencer que a governação dela vai ser melhor do que a dos outros.
Pelo menos, esta, não foi ao Pontal. Escapou à influência de um dos maiores centros de fabrico de “silly seasons”. Mas não escapou à mastigação exaustiva dos analistas.
À distância, seguir o país pela televisão assegura uma dolorosa caminhada no reino do não ser.
Diz-se, nesta época, que se está na “silly season”, uma expressão usada pelos ingleses para dizerem que no Verão, não acontecendo nada de relevante, os jornais “inventam” histórias “tontas” para “venderem papel”. “Silly Season” desculpa tudo, define tudo, perdoa tudo, afirma tudo. Talvez por isso os políticos se aproveitem do clima propício à tonteira para dispararem os seus lugares comuns mais vazios e mais pobres de sentido. Eles julgam que estão a ser religiosamente ouvidos e acreditam até que estão a ser compreendidos. Não sabem, porque a prosápia é cega, que as pessoas estão-se perfeitamente marimbando para o que eles dizem. Mas ficam inchados de auto-confiança quando, cinco minutos depois de terem concluído as suas indiscutíveis verdades, as televisões, vazias de veraneantes conteúdos, convocam os seus comentadores residentes para análises mais profundas do que descer à abissal fossa das Marianas.
À mingua de acontecimentos relevantes com dimensão mundial, já que o país, de tão pequenas mentes, nem é capaz de gerar algo que dê que falar pelo mundo, as televisões agarram-se como lapas a acontecimentos fabricados pelos partidos, já que o Pontal se esvaziou dos calores do antigamente onde poeira e febras justificavam umas horas a fazer de conta.
Durante dois dias inteiros, a SIC Notícias repetiu à exaustão uma conversa doutoral do dr. Marques Mendes com análises de análises e comentários de comentários. Um festival de coisa nenhuma para fabricar um acontecimento que só o foi porque não há arribas a desabar todos os dias.
Tenho para mim que ninguém se lembra do que é que o senhor disse, se é que disse. Assim como aposto que ninguém se lembra do que disse – se é que disse – aquele outro senhor mais gordinho numa chamada Universidade de Verão do PSD. Alegremo-nos. A rentrée, que é a forma fina de dizer que “eles” acabaram as férias, propicia momentos elevados de “silly moments” o que não fica mal quando não há mais nada para dizer que repetir o que já foi dito.
Não fossem os profundos oráculos saídos da pitonisa de Belém para provocar as necessárias interpretações, estendidas durante dias como massa de fazer rissóis, o país entraria, inevitavelmente em irreparável estado de coma.
Preocupa-me muito – faz parte das minhas insónias aliás – que até o próprio BE já “perdeu o gás” do esgotado Louçã que, para não perder tudo nas pantalhas televisivas, fez avançar a Drago.
A Drago tem o dom de dizer coisas que também ninguém percebe – como convém aos fazedores de política – mas de uma forma bonita. Por mim falo: não me lembro de nada de relevante que ela tenha dito mas vale a pena olhar para ela.
Outro tanto não poderei dizer daquela senhora a quem devem ter feito operações de descontracção dos músculos faciais para agora poder mostrar uma espécie de sorriso. Parece que disse coisas importantes, a avaliar pela repetição das análises e comentários ao programa que parece ter apresentado para convencer que a governação dela vai ser melhor do que a dos outros.
Pelo menos, esta, não foi ao Pontal. Escapou à influência de um dos maiores centros de fabrico de “silly seasons”. Mas não escapou à mastigação exaustiva dos analistas.
Ver o país à distância, através das televisões nacionais, tornou-se um exercício de autoflagelação tal a frequência com temos de beliscar a pele para nos certificarmos se estamos realmente acordados.
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