
sábado, 24 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
A flor
Todos os anos por esta época sou presenteado com lindas rosas no meu quintal na aldeia. São de uma roseira encostada ao muro de divisória com a minha prima. A rosa não é propriamente a minha flor preferida. Aliás, acho que não tenho nenhuma preferida. Gosto de tudo o que é flor, mas estas rosas têm um significado especial. São de uma roseira plantada pela minha mãe há, provavelmente, uns 40 anos. O espanto não está somente na longevidade da planta mas também na sua capacidade de resistência aos maus tratos que recebeu durante algum tempo quando lhe encostaram um monte de terra e cimento das obras. Esteve tapada durante um ano, abandonada. Algo porém lhe permitiu sobreviver não só ao tempo, às intempéries, aos invernos e verões assim como à falta de respeito dos operários das obras. Aí está a vingança dela: presentear-me todos os anos com as suas belas flores.
Esta roseira é uma resistente.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Maio de 1968 - Maio de 2008

Quarenta anos.
A revolução estudantil que abalou a França e fez tremer muitos regimes.
Naquele tempo existiam convicções fortes, ideologias fortes, espírito crítico. Não sei se hoje ainda restam alguns daqueles fósforos capazes de atear a fogueira da necessária revolução das consciências.
O resto acabou
Este, "O resto acabou" de Isabela, no seu blog "O mundo perfeito" http://omundoperfeito.blogspot.com , para além da inevitável perturbação, coloca-nos perante uma pequena obra de arte literária.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Reticências apenas !...

sábado, 26 de abril de 2008
Liberdade
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Dia do Livro

sábado, 19 de abril de 2008
O real e a fantasia

De manhã, no Café da Teresa, há mais mulheres do que homens, o que não deixa de ser peculiar. Todas vão lá tomar o pequeno-almoço. Galões, torradas, bolos, croissants, num festival de açucar escondido nos travesseiros, bolas de Berlim, pãezinhos de Deus e sei lá que mais delícias da pastelaria portuguesa. Não admira que as mulheres da manhã no Café da Teresa sejam roliças, obesas até. Entre conversas de mesa para mesa - elas conhecem-se umas à outras - irmanadas numa comunidade assente no café da manhã, as mulheres da minha aldeia, aquelas que não tomam o pequeno almoço em casa, discutem coisas impportantes da nossa sociedade. A nova namorada do Cristiano Ronaldo tem sido tema recorrente. Et pour cause. As revistas espalhadas pelas mesas são incitações subliminares à discussão do tema.
Nunca as ouvi falar do Governo, do Presidente da República nem mesmo do Presidente da Junta de Freguesia. Não devem fazer parte das suas preocupações. Nem falam da chuva e do bom tempo o que não deixa de ser notório numa região que vive à base da agricultura. Isso é conversa de homens.
Tomo o meu café, mentalmente calculo o custo das 4 vianinhas - 15 cêntimos cada uma dá 60 cêntimos pelas quatro - mais 50 cêntimos pela bica, ao todo 1.10.
Com ar compungido a moça dá-me a triste notícia. O pão aumentou, agora são 18 cêntimos cada.
Ah aumentou? Então levo três.
Café 50 cêntimos mais 3 X 18=54. Total a pagar 1.04.
Ainda dizem que vida está cara. Poupei 06 cêntimos.
Das mesas femininas chegam-me sons dispersos onde consigo distinguir algo como "mas ela não estava grávida"?
Acho que nunca saberei de quem estavam a falar.
Mas devia ser o assunto mais importante do dia.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
A núvem
quarta-feira, 16 de abril de 2008
LA DIVINA LOCURA

Así son la realidad y la ilusión. ¿Existe la realidad?. Existe.
¿ Pero , todo es realidad?.
¿Existe la ilusión?. Existe.
¿Pero, todo es ilusión? ¿Se puede vivir sólo de ilusión o de realidad?.
Los inflexibles, aquellos que no se inclinan ni para saludar, dirán: La realidad es lo que vale. Dejemos los sueños a los tontos.
¿Podría el mundo avanzar si no existiera la ilusión sobre la vida?.
La ilusión es la ventana por la que el hombre sale de cualquier cárcel.
¿Por qué estoy hoy deambulando por los caminos inasibles unos, bien trazados los otros, de la ilusión y la realidad?.Porque termino de leer un poema de Fernando Birri que me ha impactado.
DON QUIJOTE Y LA MUERTE
(devaneos del flaco hidalgo mientras se está muriendo)
Estoy muriendo,
lo sé
porque entreabro mis ojos
y veo frente a mí la realidad.
Esa enemiga.
esa perra flaca
y gruñidora.
Buenos amigos me fueron
los sueños.
Y el más fiel,
el delirio.
Sancho, Sancho,
en cualquier lugar que tú te encuentres
ahora
no llores esta hora.
Tú ganaste.
Y cuando tú me decías
"son molinos"
yo lo sabía muy bien,
pero quería mostrarte
-no demostrarte
-mostrarte -
a ti que eras redondo
como el mundo,
a ti que eras el mundo,
el valor de la metáfora.
Molinos o gigantes
brazos o aspas,
qué diferencia pasa
entre el fulgor de mis ojos
que se extingue
y aquella otra estrella
Dulcinea,
muerta ha millones de años
que aún me sigue guiando ?
Sancho, Sancho,
tú eres la verdad.
Yo soy la mentira.
Pero cómo
quién
dónde
se explica
que con mi muerte
se te va la vida.
(fernando Birri-argentino ) Berlín-otoño del 96
Un poema que no exige explicación.Su mensaje es claro como "la realidad".La realidad es cruel,para enfrentarla necesitamos la ilusión. El Quijote muere cuando recobra la razón. La realidad, lo mata.
Beber un poco en la copa de la ilusión y la divina locura, es saludable.-
marita faini adonnino-Argentina
terça-feira, 15 de abril de 2008
O grande equívoco


