segunda-feira, 3 de março de 2008

Direito à indignação

OPINIÃO
Publicado 29 Fevereiro 2008

Baptista Bastos
O ranço salazarista


Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.
Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d’alma: são, também, dores físicas.
Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz – os que lêem. As televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.
Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos, deixou Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: “Que se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi aparada ou cortada por uma clique, espalhada por todos os sectores da vida nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o Soares.”
Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria. Enquanto dois milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9 milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes não se sabe como.
Prepara-se (preparam os “socialistas modernos” de Sócrates) a privatização de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o primeiro-ministro, naquela despudorada “entrevista” à SIC, declama que está a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos. Sócrates diz exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar verdade, contar a evidência. E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas de não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a iliteracia, a ignorância, o túnel negro sem fim.
Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar. Diz-se que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu timbre, que a crise é muito má. Diz-se, diz-se.
Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut, Manuel Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas, socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é agir. O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não querem.
A aceitação acrítica das decisões governamentais está coligada com a cumplicidade. Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer para ter vergonha. Não se resolve este magno problema com a distribuição de umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.
Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás, penso, seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero, posso e mando de José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa que nem tudo foi extirpado do que de pior existe nos políticos portugueses. Há um ranço salazarista nesta gente. E, com a passagem dos dias, cada vez mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta.
APOSTILA – Rui Santos, comentador da SIC, na área do futebol, foi alvo de tentativa de agressão, no parque de estacionamento daquela estação televisiva. Quatro meliantes encapuçados (um, no interior de um automóvel; os outros, de trancas nas mãos) cercaram o jornalista, que lá se defendeu conforme pôde. É um incidente de tal gravidade que as autoridades terão de agir com a rapidez determinada pela própria natureza do crime. Porque de crime se trata. Não é, apenas, Rui Santos que está em jogo. É a própria liberdade de expressão que foi (e está, sei muito bem do que falo) ameaçada. Um abraço solidário para Rui Santos.
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Batista Bastos é considerado um dos maiores prosadores portugueses, para além de jornalista galardoado com numerosos prémios.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Barcelonaaaaaaa
















A Sagrada Família continua em obras, os guindastes surgem como deselegantes torres que Gaudi não sonhou e não sei se prefiro o tom sujo dos anos se o lavado que embranquece a pedra. Seja como for, ir a Barcelona implica ir à Sagrada Família. É como uma peregrinação, mas sem pagamento de promessa o que torna a deslocação bem mais simples e descomprometida.


domingo, 24 de fevereiro de 2008

E tenham uma boa semana

Ou "As amigas" de G. Klimt (1916)....

ou este recente desenho da minha neta Iara...onde aquele Sol com óculos me encanta

...ambos excelentes peças para "lavar os olhos" e aquecer o coração...

um abraço a todos os meus visitantes

helder

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A minha língua é a minha pátria?

Amigo meu de longa data defendia acaloradamente à mesa onde jantávamos uns 14, que, contrariamente ao que Fernando Pessoa dizia, a língua já não é a nossa pátria. Para sustentar a tese, recordava os lugares por onde passaram portugueses e onde ainda subsistem marcas da presença lusitana como em Goa e Damão, no Sri Lanka e noutros lugares remotos onde, apesar de não se falar o português, ainda se guardam muitos sinais da cultura portuguesa, para além dos nomes.

E que, até mesmo os países da Comunidade de Paises de Lingua Portuguesa não precisavam do português para se sentirem pátrias. Conceito interessante para ser analisado, especialmente se se puser na lista dos tópicos a influência do sentimento que muitos têm de não pertencerem a lugar nehum.
Há muitos portugueses, nomeadamente dos que vieram das antigas colónias, cujo desenraizamento os levam a considerar que "não têm terra". Não têm a felicidade de poderem dizer aos amigos: fui à terra e trouxe de lá umas batatas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Yes we can, I have a dream




Yes we can
I have a dream today


A América de Bush – e outros pedaços sem importância do mundo - andam entusiasmadíssimos com o candidato negro Barack Obama. Porque é negro, porque é herdeiro espiritual do Martin Luther King, porque é visto como um novo Kennedy, enfim, porque Yes we can...
Obama tem vindo a mostrar uma força que congrega muito do mundo à sua volta. Seria injusto, redutor e pretencioso pensar-se que essa força vem simplesmente de ele ser negro do Hawai, filho de negro do Quénia e de branca do Kansas?
Penso que a força dele vem do que ele representa como factor de mudança para os americanos e de esperança para os outros do resto do mundo. O seu slogan Yes we can está a tornar-se um hino para todos os descontentes deste mundo, tal como o famoso I have a dream de Martin Luther King ou o Hasta la victoria siempre de Che Guevara. São ideias-força capazes de galvanizar multidões, são balas certeiras no coração dos revoltados sem lider.
Toda a simpatia que se tenha por este fazedor de sonhos – não esqueçamos que estamos em campanha para a cadeira do maior poder do mundo – convém, no entanto, conhecer melhor o candidato, especialmente no campo da religião onde já levantou alguma polémica. Obama é seguidor de uma igreja chamada United Church of Christ liderada por um pastor negro conhecido por algumas frases entendidas como racistas e extremistas.
O próprio Barack já teve de se explicar sobre o que queria dizer com o considerar-se um instrumento de Deus para a salvação da fé e sobre a sua ideia quanto a pedir que se juntem a ele para a criação de um Reino de Deus aqui na Terra.
Em campanha política diz-se muita coisa, proferem-se frases para títulos, assume-se compromissos que não serão cumpridos. Sabemos disso tudo. Se Obama não ganhar à D. Clinton e ao outro senhor dos republicanos, fica, pelo menos, o slogan YES WE CAN.

Consultas recomendadas:

www.foxnews.com/story/0,2933,300135,00.html


sábado, 16 de fevereiro de 2008

Inutilidades




Cumpri o prometido a mim mesmo - não fiz nada de útil. Talvez ter ido com a minha neta dar um contributo para a reciclagem - cartões aqui, vidros ali, plásticos ao lado - seja motivo de contestação ao desígnio matinal deste sábado. Homem de palavra que sou, penso não ter atropelado a minha própria honra por ter ido reciclar o lixo que produzimos lá em casa e isso ser rotulado de útil. Vou admitir que sim para ficar na linha do políticamente correcto que, na realidade, já não significa coisa nenhuma por estas lusitanas fronteiras.




Há déficit de seriedade, de honestidade intelectual, de sentido de decoro. Os políticos - que são esses sim figuras públicas - deste quintal à beira-mar plantado, mostram a todo o momento o seu descaramento, o seu sentido de impunidade, a apetência para o oportunismo saloio e, acima de tudo, o seu imperial desrespeito pelos cidadãos. Mais. Desrespeito pela inteligência dos cidadãos.
Por muito que se critique, se ataque, se "diga mal" da situação fica sempre algo de incompleto - falta o sentido da constestação, a revolta dos espíritos, a revolução da mente. Em 34 anos de alguma liberdade, não aprendemos muito sobre a liberdade no que ela significa de respeito pelo próximo. Os políticos perderam o coração em troca da cara trocista. Estão por cima e acima. De tanto quererem mostrar o lado escondido da lua acreditam piamente nos borbotos sonoros que lhes saiem das bocas sedentas de televisão e já não se dão conta do ridículo. O povo, esse, boceja, assobia para o lado e vai para o café ver o futebol. Chegou-se ao vazio intelectual, ao zero da vontade de cidadania.
Esvaziaram a capacidade de raciocínio, amputaram a vontade de revolta.

Entrou-se numa máquina do tempo que anda para trás mas que, parece, não incomoda ninguém.

Há crise profunda de crença, de opinião. Nem mesmo os comentadores encartados, que, em míngua de ideias novas passam o tempo a citarem-se uns aos outros, são já capazes de provocar qualquer espécie de seguimento das suas opiniões.
Anda-se a falar demais e a dizer nada.
Já não é só o lixo lá de casa que precisa de ser reciclado.











porque hoje...é sábado

...acho que não vou fazer nada de útil ...




terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

S. Valentino









Não há como escapar. Dia 14 é o dia de S. Valentim. Aposto em como a maioria das pessoas que se vão atarefar a comprar prendas para os namorados e namoradas não fazem a menor ideia do que é que está por detrás desta comemoração...comercial. A história fala de S. Valentim e, a versão mais corrente sobre o dito santo casamenteiro será esta retirada da Wikipédia:



"Durante o governo do Imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que os jovens, se não tivessem familia, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do Imperador. Seu nome era Valentine e as ceromónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes (para o bispo) dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre essas pessoas estava uma jovem cega, Asterius, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine. Os dois acabaram se apaixonando e milagrosamente ela recuperou a visão. Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.


No Brasil a data é comemorada no dia 12 de Junho, por ser véspera de 13 de Junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro........".(blá blá blá)



Concordo que as montras das lojas e dos centros comerciais ficam bonitas com a selecção de corações vermelhos, canecas, pratinhos e tantos outros objectos de que ninguém precisa mas que todos irão comprar para celebrar o dia e cativarem os seus mais que tudo.


Pessoalmente recuso-me a alinhar no frenesi consumista do dia. Entendo que, o amor não precisa de ter data marcada. Celebra-se sempre que nos toque “aquele não sei bem o quê” que nos eleva ao altar da adoração do ente amado. E pronto. Se calha num dia 14 de Fevereiro ou num 21 de Janeiro ou noutro qualquer dos mais de trezentos que nos dão no calendário o que é que isso importa?
Curioso é que a história como a origem do “santo” estão envolvidos em controvérsia e até a própria igreja católica torce o nariz à lenda.
Ricardo Soca, correspondente da Folha de S. Paulo em Montevideu, escreve que a Igreja Católica deixou de celebrar o dia de S. Valentim em 1969 por falta de dados históricos e por duvidar inclusive da existência de tal personagem.

(http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u68413.shtml).
Assim, amigos e amigas, fiquemo-nos pelas convicções de cada um de nós. Aos que celebrarem o dia de S.Valentim desejo muitas felicidades e que não se arrependam do dinheiro que gastaram quando soar a trombeta da separação.
Por mim, na minha aridez religiosa e espiritual, rendo-me mais facilmente ao Valentim que conheço. O da moda, cujas gravatas foram sempre das mais bonitas que tive de usar quando eratelevisivo. E, nenhuma me foi dada em celebração do outro Valentino, o tal que, se calhar, nunca existiu a não ser na mente dos comerciantes.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O beijo

Gustav Klimt
Óleo em tela, 180cm X 180cm
1907/08
Viena

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Estará en sus cabales?

Encima de todo lo que hay que pasar...el infierno otra vez!!???.
Dejemoslo aquí.Sin comentarios.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Eso del amor...



¿Cómo amamos hoy? ¿Se ama hoy?
Es una pregunta que suelo hacerme cuando me tiro boca arriba en la cama e intento encontrar el hilo de una madeja de cosas no resueltas ,de cosas que no alcanzo a comprender.
¿Se ama hoy? Me refiero a enamorase.Me estoy refiriendo al Amor.
Convengamos que el amor cada vez que llega a nuestras vidas es-como la vida-único, irrepetible, inefable.
¿Quién no lo ha experimentado alguna vez?
Esta experiencia logró transformarnos y, estimulados por ese "daimon" (genio), como lo llama Platón en boca de Sócrates, todo lo hemos visto bajo otros cristales, la vida fue música y, a veces, tormento. Y bajo su hechizo nos convertimos en poeta, músico,artista.
Francisco Luis Bernárdez, poeta argentino, ha definido el estar enamorado con exactitud científica.
"Estar enamorado, amigos, es encontrar el nombre justo de la vida"
"Es dar al fin con la palabra que para hacer frente a la muerte se precisa"
"Es encontrar en unas manos el calor de la perfecta compañia"
Son tres definiciones irrevocables, precisas, exactas, sorprendentes.
Pero ¿cómo se ama hoy?¿Se experimenta, se siente algo parecido cuando se cree haber encontrado al amor?
El amor es entrega, afinidad, compromiso, entendimiento.
¿A qué se llama,hoy, amor? ¿A una relación incompleta, breve, que se sabe de antemano que terminará? ¿A encuentros fugaces de fines de semana?
Y cuando definen el "hacer el amor"refiriéndose a una relación sexual al paso.¡ Qué irrespetuosos!!!¡Qué atropello al verdero sentido del amor!
Los enamorados, los amantes se poseían uno al otro con pasión, con ardor, amándose.
Como también muchas relaciones carecían del amor, pero eran productos de una idea fija por una mujer o por un hombre que le "volaba" la cabeza al seducido o seducida, que lo imanaba, que le absorbía los sentidos. había fuego. Pero hoy, el amor quedó tras los muros , la atracción fogosa está dormida. Hoy "se tiene ganas", se "tiene ganas de" dice un sociólogo. Y así como alguien se levanta a buscar una cerveza porque tiene ganas de tomar algo freco. Ella y él se eligen en una fiesta, en una reunión porque ambos "tienen ganas "Y saciada la sed, al despedirse se dicen "Nos vemos algunos de estos días". "Fue un placer conocerte"-
Si el amor continúa perdiendo adeptos,¿se convertirán los poetas en una especie en extinción?
Las cartas de amor serán reliquias del pasado.Los trovadores de todas las lenguas compondrán canciones de amor?
Ayudenme a encontrar la punta del ovillo. Será un concepto personal,pero yo,yo apuesto por el amor.¿y ustedes?
marita faini Adonnino-Argentina

"A solidariedade tem de ser silenciosa"


Manolo Bello é dos raros exemplares de pessoa humana cuja companhia enche quem estiver ao seu lado. Tem estórias aos montes para contar, em que foi protagonista mas nas quais se mostra como uma segunda figura, como se o herói fosse outra pessoa. É de origem galega e, apesar de viver em Portugal desde os seus cinco anos, guardou sempre aquele "não sei quê" próprio das gentes a norte do nosso norte.
Na RTP, enquanto andávamos stressados a fechar os telejornais de cada dia, o Manolo expandia alegria e alguma sonoridade vocal relatando aos chefes a reportagem acabada de fazer. Manolo foi um dos grandes reporteres da RTP. A RTP não se lembra dele, como de muitos outros, mas nós outros nunca o esquecemos.
Salientou-se mais tarde a fazer os "apanhados", engrandeceu ao montar a sua produtora Comunicasom onde emprega dezenas de colaboradores.
O suplemento Vidas do Correio da Manhã desta semana relata um episódio da vida profissional do Manolo que não surpreende quem o conhece de mais perto. Continua a pagar o vencimento de um colaborador que ficou incapacitado após um desastre de moto. Este gesto solidário de um patrão para com o seu funcionário, tornado público agora não é único em Manolo. Há outros que são do conhecimento de alguns que têm o privilégio de conviver com o Manolo. Eu sou um desses. Sei de várias outras atitudes solidárias do Manolo.
Às vezes, Manolo fala de casos que impressionaram a sua sensibilidade. Com a sua voz rouca ele só diz: se posso ajudar quem precisa, porque não havia de ajudar?
Dá gosto conhecer pessoas assim.


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