nem sempre é quando o Homem quer
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Bloqueado
Tão estúpido como deixar bloquear o carro é ter de pagar 60 euros para o desbloquear e ir à vidinha. É que não há desculpas nem mesmo aquela esfarrapada do é só dar um saltinho ali àquela porta volto já, os tipos nem sonham que estou aqui. Mas, "eles andem aí" a gente é que ainda pensa que não e facilita-se e bate-se com a cabeça na parede, de raiva de ter sido apanhado. Às vezes até nem é por chiquespertismo é mais por espírito baldas, comodismo, sei lá, isto de ser português mesmo que oriundo do outro lado do Equador parece obrigar-nos a transportar o estigma da asneira, ou será o do laisser faire, laisser passer? Que se lixe, importante mesmo é a gente não se deixar bloquear.
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estupidez
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Kadafi ... da tendinite
É mesmo assim, o da tendinite, sem aspas, o homem que só dorme em tendas, que tem a mania das tendas. Foi bem feito o que o governo portuga lhe fez - deu-lhe uma tenda daquelas dos casamentos dos ricos, branca de doer os olhos no meio do verde da relva fresquinha. Dizem que é ali que o homem e mais seus guardiões vão dormir, incluindo aquela guarda pretoriana feminina de fatos camuflados e rabos gordos. Dizem que o homem da tenda trouxe na sua bagagem, não um saco-cama, não uma lanterna da camping gás, não um colchão insuflável mas sim comida e animais. Admito que os animais serão também para cozinhar ou será que são comidos crus? Mas, que animais? Galinhas do campo? Lagartixas para fazer al aguilho? Quem souber que me diga quais são os animais que a revolução verde produz na Líbia.
Falam-me de excepcionais medidas de segurança para proteger o senhor da tenda. Para quê? Mas quem é que quer matar aquele traste a cair da tripeça, agora que se tornou bonzinho e já não paga bombas para outros Lokerby. Tão bonzinho, imaginem que, dizem-me, o senhor das tendas vai dar uma palestra numa Universidade de Lisboa. Sobre quê? Direitos humanos? Huummm, acho que não. Isso fica para o compagnon Mugabe. Mas o que é que um eterno chefe da Libia pode ir ensinar numa Universidade portuguesa?
Realmente, amigos, para que o ridiculo fique bem arrumado, só falta convidarem o Mugabe para dar uma palestra. Por mim propunha o tema seguinte: como tornar um país rico num país pobre em menos de uma década. Em troca, propunha que um dos nossos sabichões fosse lá ao Zimbabué dissertar sobre como tornar ainda mais pobre, um país pobre. Acho que o Mugabe ficaria feliz com as dicas lusas.
Mas...o homem das tendas, onde é que eu ia? Ah, já me lembro, segurança, tripé. Acham que a Al Qaeda estaria interessada em deitar o fogo à tenda? Eu, por mim, não gostaria nada porque, a seguir, a Caras, a Lux e as outras deixariam de ter onde albergar as Caneças da nossa praça.
helder
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Com a devida vénia:
Revista "MUNDO e MISSÃO"
Atualidades no Mundo - África por Rodolfo Casadei
O coronel Muammar Kadafi, ditador da Líbia, de quem pouco se fala nesses últimos tempos, tem um sonho de imperialismo muçulmano sobre a África e, para isso, financia, com os dólares do petróleo, obras nos países islâmicos da África e do mundo inteiro
que tem em comum a doação de 2.500 sacos de arroz aos muçulmanos pobres da Libéria, a construção de uma mesquita de 15 mil lugares em Serrekunda, em Gâmbia, a compra de uma indústria de sucos em Kampala e outra de biscoitos em Nairobi, a colocação da pedra fundamental de um centro islâmico que comporta uma escola básica e um ambulatório na região de Masindi, em Uganda? Obras tão diferentes entre si, mas todas patrocinadas pela World Islamic Call Society (Wics), o "braço" religioso do sonho hegemônico sobre a África de Muammar Kadafi, o ditador da Líbia.
Criada em 1972, no primeiro Congresso Geral do Apelo Islâmico, patrocinado por Kadafi, a Wics tem por objetivo a da'wa, ou seja, o anúncio islâmico ao mundo, unindo atividades religiosas e ações humanitárias, econômicas e educativas para alcançar essa finalidade.
Que o visionário coronel ambicione tornar-se o presidente de uma espécie de "Estados Unidos Africanos" não é mistério para ninguém. De fato, Kadafi não perde nenhuma oportunidade para evocar a artificialidade das fronteiras entre os países africanos e sua origem colonialista, convidando abertamente ao seu desrespeito e, desde o Vértice da Organização para a Unidade da África (OUA) em Sirte, Líbia, em 1999, persegue formalmente um sonho de unificação política do continente. Nos trinta anos de sua existência, a Wics já distribuiu milhões de cópias do Alcorão, financiou a construção de dezenas de mesquitas e centros islâmicos (entre as quais as recentes e gigantescas de Maiduguri e Kano na Nigéria, e a construção da mesquita nacional de Kampala).
Formou 2.500 estudantes de sessenta nacionalidades diferentes, na sua faculdade da da'wa islâmica, com sede em Trípoli, Damasco, Beirute e N'Djamena. Forneceu 1.500 professores de língua árabe e estudos islâmicos a mesquitas, escolas corânicas e outros centros, em países como Mali, Níger, Burkina Fasso, Chade, Senegal e outros. Financiou cursos para professores de árabe e catequese corânica, em tantos outros lugares. A Organização se ocupa de atividades sociais, como organizar comboios de ajuda com remédios, roupas, alimentos a populações vítimas de catástrofes naturais ou guerras, em cerca de trinta países africanos e fora do continente.
Construiu também hospitais e ambulatórios no Benin, Uganda, Bangladesh e Filipinas, e mantém, com muitas bolsas de estudos, estudantes nas faculdades de medicina, engenharia e economia, nas universidades líbias, estritamente reservadas para jovens muçulmanos africanos e asiáticos. Desde 1995, a faculdade da da'wa islâmica financia também cursos profissionalizantes para seus estudantes. Colabora, notavelmente, com a Unesco, em dezenas de seminários, simpósios científicos e está financiando e supervisionando a grande Enciclopédia Islâmica da Unesco, além de um caríssimo estudo sobre as reservas hídricas na faixa subsaariana.
As verdadeiras intenções do coronel Muammar Kadafi
Todas essas numerosas iniciativas humanitárias, científicas e de promoção humana não devem, porém, enganar. A verdadeira intenção da Wics é a islamização e arabização dos países africanos. A quinta Conferência geral da Wics confirmou que a da'wa persegue as finalidades de "difundir o árabe, língua do glorioso Alcorão, pedindo a todos os Estados islâmicos que o adotem como língua oficial em todos os níveis formativos; fazer pressão sobre os Estados islâmicos para que adotem o sagrado Alcorão como fonte do direito e modifiquem as leis existentes, até que estejam de acordo com os princípios do islã". Na Líbia, já vigora a sharia, mas não são aplicadas as penas corporais como em outros países islâmicos, mais fundamentalistas.
O proselitismo agressivo da Wics é facilmente descoberto em todas essas atividades. A Associação é financiada por doações privadas e por um fundo para a Jihad, um imposto introduzido por Kadafi, logo após a tomada do poder na Líbia, e que, inicialmente, financiava exclusivamente a luta dos palestinos contra Israel. A maior parte dessas ajudas e a totalidade das bolsas de estudo são concedidas somente aos muçulmanos, sobretudo aos que acabaram de se converter. Cursos de formação profissional foram reservados para os neoconvertidos na Tailândia, Chade, Sudão meridional (Kadafi financia a guerra de Cartum contra os povos animistas e cristãos do sul do Sudão), Mali, Gana, Nigéria, Uganda, Benin e Gâmbia.
A WICS organizou também encontros e diálogos com o Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso e outras entidades cristãs, mas, desde sempre, considera o cristianismo como um produto do colonialismo e, portanto, estranho à realidade africana. Na famosa oração pública de primeiro de maio de 1998, em N'Djamena, diante de nove chefes de Estados africanos e mais de 100 mil pessoas, entre as quais 2.307 homens e mulheres convertidos ao islã pela WICS, o líder líbio descreveu o calendário gregoriano como fundado sobre a idolatria e mandou aos cristãos a seguinte mensagem: "A aceitação do islã é um progresso porque significa abraçar o sigilo de todas as revelações divinas. Quando, portanto, um cristão abraça o islã, ele não muda de religião, mas dá um passo adiante em lugar de dar um atrás". E a WICS propõe como modelo da da'wa as grandes expedições africanas do líder: "As viagens do irmão Muammar Kadafi, durante as quais se realizaram orações com milhões de participantes muçulmanos, representam as grandes atividades da da'wa. Tais viagens e orações ofereceram uma oportunidade para a volta de milhões de pessoas ao islã".
Grande Jamahiriya Árabe Popular da Líbia
Capital: Trípoli
Superfície: 1.775.500 km2
População: 5,6 milhões (2002): árabes líbios: 97%; berberes africanos e turcos: 3%
Governo: ditadura militar, desde 1969, com o coronel Kadafi
O país é rico em petróleo e gás natural
Língua: árabe
Religião: islâmica: 97%; outras 3%
Mortalidade infantil: 28% (1995 - 2000)
Analfabetismo: 20,2% (2000)
Muammar Kadafi tomou o poder com um golpe de estado em 1969, exilando o rei Idris I . Com a descoberta de grandes reservas de petróleo, o país tornou-se importante no cenário internacional.
A tradição islâmica, a personalidade do ditador e o nacionalismo extremado formaram a nova ideologia do Estado líbio. Após a expulsão dos estrangeiros e desapropriação de seus bens, a Líbia de Kadafi patrocinou atos terroristas em várias partes do mundo, tanto que, nos anos oitenta, foi submetida a sanções internacionais. Atualmente, a situação está se normalizando. Em 1998, Kadafi sobreviveu a um atentado planejado pelo grupo extremista líbio do Movimento dos Mártires Islâmicos.
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Falam-me de excepcionais medidas de segurança para proteger o senhor da tenda. Para quê? Mas quem é que quer matar aquele traste a cair da tripeça, agora que se tornou bonzinho e já não paga bombas para outros Lokerby. Tão bonzinho, imaginem que, dizem-me, o senhor das tendas vai dar uma palestra numa Universidade de Lisboa. Sobre quê? Direitos humanos? Huummm, acho que não. Isso fica para o compagnon Mugabe. Mas o que é que um eterno chefe da Libia pode ir ensinar numa Universidade portuguesa?
Realmente, amigos, para que o ridiculo fique bem arrumado, só falta convidarem o Mugabe para dar uma palestra. Por mim propunha o tema seguinte: como tornar um país rico num país pobre em menos de uma década. Em troca, propunha que um dos nossos sabichões fosse lá ao Zimbabué dissertar sobre como tornar ainda mais pobre, um país pobre. Acho que o Mugabe ficaria feliz com as dicas lusas.
Mas...o homem das tendas, onde é que eu ia? Ah, já me lembro, segurança, tripé. Acham que a Al Qaeda estaria interessada em deitar o fogo à tenda? Eu, por mim, não gostaria nada porque, a seguir, a Caras, a Lux e as outras deixariam de ter onde albergar as Caneças da nossa praça.
helder
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Com a devida vénia:
Revista "MUNDO e MISSÃO"
Atualidades no Mundo - África por Rodolfo Casadei
O coronel Muammar Kadafi, ditador da Líbia, de quem pouco se fala nesses últimos tempos, tem um sonho de imperialismo muçulmano sobre a África e, para isso, financia, com os dólares do petróleo, obras nos países islâmicos da África e do mundo inteiro
que tem em comum a doação de 2.500 sacos de arroz aos muçulmanos pobres da Libéria, a construção de uma mesquita de 15 mil lugares em Serrekunda, em Gâmbia, a compra de uma indústria de sucos em Kampala e outra de biscoitos em Nairobi, a colocação da pedra fundamental de um centro islâmico que comporta uma escola básica e um ambulatório na região de Masindi, em Uganda? Obras tão diferentes entre si, mas todas patrocinadas pela World Islamic Call Society (Wics), o "braço" religioso do sonho hegemônico sobre a África de Muammar Kadafi, o ditador da Líbia.
Criada em 1972, no primeiro Congresso Geral do Apelo Islâmico, patrocinado por Kadafi, a Wics tem por objetivo a da'wa, ou seja, o anúncio islâmico ao mundo, unindo atividades religiosas e ações humanitárias, econômicas e educativas para alcançar essa finalidade.
Que o visionário coronel ambicione tornar-se o presidente de uma espécie de "Estados Unidos Africanos" não é mistério para ninguém. De fato, Kadafi não perde nenhuma oportunidade para evocar a artificialidade das fronteiras entre os países africanos e sua origem colonialista, convidando abertamente ao seu desrespeito e, desde o Vértice da Organização para a Unidade da África (OUA) em Sirte, Líbia, em 1999, persegue formalmente um sonho de unificação política do continente. Nos trinta anos de sua existência, a Wics já distribuiu milhões de cópias do Alcorão, financiou a construção de dezenas de mesquitas e centros islâmicos (entre as quais as recentes e gigantescas de Maiduguri e Kano na Nigéria, e a construção da mesquita nacional de Kampala).
Formou 2.500 estudantes de sessenta nacionalidades diferentes, na sua faculdade da da'wa islâmica, com sede em Trípoli, Damasco, Beirute e N'Djamena. Forneceu 1.500 professores de língua árabe e estudos islâmicos a mesquitas, escolas corânicas e outros centros, em países como Mali, Níger, Burkina Fasso, Chade, Senegal e outros. Financiou cursos para professores de árabe e catequese corânica, em tantos outros lugares. A Organização se ocupa de atividades sociais, como organizar comboios de ajuda com remédios, roupas, alimentos a populações vítimas de catástrofes naturais ou guerras, em cerca de trinta países africanos e fora do continente.
Construiu também hospitais e ambulatórios no Benin, Uganda, Bangladesh e Filipinas, e mantém, com muitas bolsas de estudos, estudantes nas faculdades de medicina, engenharia e economia, nas universidades líbias, estritamente reservadas para jovens muçulmanos africanos e asiáticos. Desde 1995, a faculdade da da'wa islâmica financia também cursos profissionalizantes para seus estudantes. Colabora, notavelmente, com a Unesco, em dezenas de seminários, simpósios científicos e está financiando e supervisionando a grande Enciclopédia Islâmica da Unesco, além de um caríssimo estudo sobre as reservas hídricas na faixa subsaariana.
As verdadeiras intenções do coronel Muammar Kadafi
Todas essas numerosas iniciativas humanitárias, científicas e de promoção humana não devem, porém, enganar. A verdadeira intenção da Wics é a islamização e arabização dos países africanos. A quinta Conferência geral da Wics confirmou que a da'wa persegue as finalidades de "difundir o árabe, língua do glorioso Alcorão, pedindo a todos os Estados islâmicos que o adotem como língua oficial em todos os níveis formativos; fazer pressão sobre os Estados islâmicos para que adotem o sagrado Alcorão como fonte do direito e modifiquem as leis existentes, até que estejam de acordo com os princípios do islã". Na Líbia, já vigora a sharia, mas não são aplicadas as penas corporais como em outros países islâmicos, mais fundamentalistas.
O proselitismo agressivo da Wics é facilmente descoberto em todas essas atividades. A Associação é financiada por doações privadas e por um fundo para a Jihad, um imposto introduzido por Kadafi, logo após a tomada do poder na Líbia, e que, inicialmente, financiava exclusivamente a luta dos palestinos contra Israel. A maior parte dessas ajudas e a totalidade das bolsas de estudo são concedidas somente aos muçulmanos, sobretudo aos que acabaram de se converter. Cursos de formação profissional foram reservados para os neoconvertidos na Tailândia, Chade, Sudão meridional (Kadafi financia a guerra de Cartum contra os povos animistas e cristãos do sul do Sudão), Mali, Gana, Nigéria, Uganda, Benin e Gâmbia.
A WICS organizou também encontros e diálogos com o Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso e outras entidades cristãs, mas, desde sempre, considera o cristianismo como um produto do colonialismo e, portanto, estranho à realidade africana. Na famosa oração pública de primeiro de maio de 1998, em N'Djamena, diante de nove chefes de Estados africanos e mais de 100 mil pessoas, entre as quais 2.307 homens e mulheres convertidos ao islã pela WICS, o líder líbio descreveu o calendário gregoriano como fundado sobre a idolatria e mandou aos cristãos a seguinte mensagem: "A aceitação do islã é um progresso porque significa abraçar o sigilo de todas as revelações divinas. Quando, portanto, um cristão abraça o islã, ele não muda de religião, mas dá um passo adiante em lugar de dar um atrás". E a WICS propõe como modelo da da'wa as grandes expedições africanas do líder: "As viagens do irmão Muammar Kadafi, durante as quais se realizaram orações com milhões de participantes muçulmanos, representam as grandes atividades da da'wa. Tais viagens e orações ofereceram uma oportunidade para a volta de milhões de pessoas ao islã".
Grande Jamahiriya Árabe Popular da Líbia
Capital: Trípoli
Superfície: 1.775.500 km2
População: 5,6 milhões (2002): árabes líbios: 97%; berberes africanos e turcos: 3%
Governo: ditadura militar, desde 1969, com o coronel Kadafi
O país é rico em petróleo e gás natural
Língua: árabe
Religião: islâmica: 97%; outras 3%
Mortalidade infantil: 28% (1995 - 2000)
Analfabetismo: 20,2% (2000)
Muammar Kadafi tomou o poder com um golpe de estado em 1969, exilando o rei Idris I . Com a descoberta de grandes reservas de petróleo, o país tornou-se importante no cenário internacional.
A tradição islâmica, a personalidade do ditador e o nacionalismo extremado formaram a nova ideologia do Estado líbio. Após a expulsão dos estrangeiros e desapropriação de seus bens, a Líbia de Kadafi patrocinou atos terroristas em várias partes do mundo, tanto que, nos anos oitenta, foi submetida a sanções internacionais. Atualmente, a situação está se normalizando. Em 1998, Kadafi sobreviveu a um atentado planejado pelo grupo extremista líbio do Movimento dos Mártires Islâmicos.
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sábado, 1 de dezembro de 2007
Embarcamos?

Não sei se é por ser fim de semana, se por ver toda a gente numa mafona de compras, se pelas filas de carros nas estradas, está a dar-me uma vontade quase doentia de viajar. Sem destino marcado de preferência.
Não me importo se a tal vontade for confundida com desejo de evasão.
Até faço questão disso. Importante mesmo é ir.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Leiam e ... indignem-se

*A Justiça criminosa*
por Clara Ferreira Alves
In Pluma Caprichosa *Segunda-feira, 22 de Out de 2007
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso.
Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?
E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente"importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.
Apesar de as coisas se passarem demasiado depressa nos dias de hoje e, eventualmente, já ter havido desenvolvimentos de alguns dos assuntos aqui tratados, o tema é mais do que actual e mostra bem o povo que somos na sua pequenez actual. Já não se trata somente de reinvindicarmos o direito à indignação, senão manifestarmos esse direito com todaa veemência.
Helder de Sousa
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cidadania justiça
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
El cielo y el infierno
Desde el 11 de noviembre la Iglesia Católica cuenta con un nuevo beato:Ceferino Namuncurá ,el joven indio de la patagonia argentina.
Ceferino pertenecía a la raza mapuche,palabra que significa" hijos o gente de la tierra".Los mapuches conforman un pueblo altamente religioso,creyentes en un dios creador y poderoso:Nguenechán, a quien le piden protección para sus familias y sus ganados.
Ceferino nace en el año 1888 ,en las tolderías de Chumpay,en la provincia patagónica de Río Negro,hijo del cacique Namuncurá de setenta y cinco años ,teniendo su madre veintinueve.
Evangelizado al cristianismo por los misioneros salesianos ,crece en las tolderías siendo testigo de la paupérrima situación en que se encuentra la gente de su raza. Se dice que esta vivencia lo hacía llorar constantemente y despierta en él su deseo de estudiar para,de esta manera, poder ayudar a su pueblo. Se lo comunica a su padre ,añadiendo -"porque quiero ser útil a mi gente".
Después de un breve paso por un colegio salesiano en Buenos Aires, es llevado, por esta misma congregación, a estudiar a Roma.
Se distinguió por su inteligencia, su mansedumbre,por su bondad y el deseo constante y ferviente de ser útil a su gente.
Allí enfermó y muere solo en un hospital romano en el año 1905. Había predicho la fecha de su muerte seis días antes.
Ciento dos años después es beatificado,pero hace años que los creyentes le rezan a este dulce indiecito, sobre todo los estudiantes para recibir ayuda en los exámenes. Abundan testimonios de enfermos graves que, según ellos, han recobrado la salud por la intersección del futuro santo mapuche.
El 11 de noviembre la alejada y pobre población de Chimpay ,se vistió de fiesta.Allí se llevó a cabo la beatificación.Delegaciones indias hicieron sus ofrendas y sus ritos ante el altar de los blancos.
¿Será una señal que sea llevado al altar el joven indígena?
Se dice que hay un mundo inteligible y espiritual y un mundo material,sensible.
Ceferino bien se ha ganado vivir en ese mundo ideal ,espiritual ,pero su pueblo continúa en este valle de lágrimas ,que es el mundo material.
Los pueblos indígenas de la Argentina necesitan algo más que ver a uno de los suyos en los altares.Necesitan que se les devuelvan las tierras, que no se los ignore,que se les de trabajo,posibilidades de una vida más digna,,que no se los deje morir en la indigencia.
Han pasado cien años de su muerte y ningún gobierno,ni de derecha,ni de izquierda,ni civiles ni militares han reivindicado y hecho justicia con la población india y ésto nos llena de vergüenza
ante el mundo.
Marita Faini Adonnino-Argentina
Ceferino pertenecía a la raza mapuche,palabra que significa" hijos o gente de la tierra".Los mapuches conforman un pueblo altamente religioso,creyentes en un dios creador y poderoso:Nguenechán, a quien le piden protección para sus familias y sus ganados.
Ceferino nace en el año 1888 ,en las tolderías de Chumpay,en la provincia patagónica de Río Negro,hijo del cacique Namuncurá de setenta y cinco años ,teniendo su madre veintinueve.
Evangelizado al cristianismo por los misioneros salesianos ,crece en las tolderías siendo testigo de la paupérrima situación en que se encuentra la gente de su raza. Se dice que esta vivencia lo hacía llorar constantemente y despierta en él su deseo de estudiar para,de esta manera, poder ayudar a su pueblo. Se lo comunica a su padre ,añadiendo -"porque quiero ser útil a mi gente".
Después de un breve paso por un colegio salesiano en Buenos Aires, es llevado, por esta misma congregación, a estudiar a Roma.
Se distinguió por su inteligencia, su mansedumbre,por su bondad y el deseo constante y ferviente de ser útil a su gente.
Allí enfermó y muere solo en un hospital romano en el año 1905. Había predicho la fecha de su muerte seis días antes.
Ciento dos años después es beatificado,pero hace años que los creyentes le rezan a este dulce indiecito, sobre todo los estudiantes para recibir ayuda en los exámenes. Abundan testimonios de enfermos graves que, según ellos, han recobrado la salud por la intersección del futuro santo mapuche.
El 11 de noviembre la alejada y pobre población de Chimpay ,se vistió de fiesta.Allí se llevó a cabo la beatificación.Delegaciones indias hicieron sus ofrendas y sus ritos ante el altar de los blancos.
¿Será una señal que sea llevado al altar el joven indígena?
Se dice que hay un mundo inteligible y espiritual y un mundo material,sensible.
Ceferino bien se ha ganado vivir en ese mundo ideal ,espiritual ,pero su pueblo continúa en este valle de lágrimas ,que es el mundo material.
Los pueblos indígenas de la Argentina necesitan algo más que ver a uno de los suyos en los altares.Necesitan que se les devuelvan las tierras, que no se los ignore,que se les de trabajo,posibilidades de una vida más digna,,que no se los deje morir en la indigencia.
Han pasado cien años de su muerte y ningún gobierno,ni de derecha,ni de izquierda,ni civiles ni militares han reivindicado y hecho justicia con la población india y ésto nos llena de vergüenza
ante el mundo.
Marita Faini Adonnino-Argentina
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justiça santificação indios
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Merci Maurice

Obrigado Maurice Bejart por tudo o que nos ensinaste no Ballet du XX ème siècle.
Obrigado pela beleza dos teus trabalhos, por estares à frente do tempo, por defenderes a liberdade. Obrigado pela deferência para com um jovem curioso e ávido de conhecimento. Obrigado por me teres dado a conhecer Duska Sifnios e me teres incluído no Bolero, em 1961, Théatre de La Monnaie, Bruxelas. Obrigado pela maravilha em Les 4 fils Aymon, no Coliseu de Bruxelas, obrigado pelo encanto na Carmen, feita pela Grace Bumbry. Obrigado por me teres acolhido em tua casa, junto com o Patrick Belda a quem ensinei a falar português para poder receber condignamente a sua namorada brasileira Laura Proença.
Obrigado por me teres deixado dar-te um abraço, anos oitenta, na tua casa da Grande Place, Bruxelas e te lembrares, ainda do "portugais".
Bolero (Ravel), aqui interpretado por Marie-Agnès Gillot. A versão original foi feita por Bejart para a bailarina jugoslava Duska Sifnios em 1961, no âmbito do Ballet du XX ème siècle, sediado no Théatre de La Monnaie em Bruxelas.
No youtube chamando "bolero" surgem várias contribuições, com destaque para interpretações mais recentes do grande Jorge Donn, argentino de nascimento.
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dança Bejart bolero
sábado, 17 de novembro de 2007
olhando dentro do blogue

Com o tempo fui-me apercebendo de que esta coisa de blogosfera tem truques e manigâncias para alguns blogues terem muita audiência. Sim, porque, afinal, não são só as televisões que necessitam de audiência para facturarem mais publicidade. Os blogues, para serem populares e ficarem bem colocados nos rankings, afinal, também funcionam na base do mercado.
Quando me iniciei neste grande espaço não fazia a mais pequena ideia da sua mecânica. Preocupo-me zero com ter ou não comentários aos posts, ralo-me pouco com ter 1 ou 100 visitas por dia embora não rejeite, uma vez de vez em quando, lançar um olhar indiferente para os números que alguns medidores me mostram.
Feitas estas reflexões afirmo calmamente que não me vou por em bicos de pés para divulgar este blogue em qualquer media. Agradeço a quem nos visita e nos lê, nem que seja "en passant" mas não posso contudo deixar de manifestar a minha profunda gratidão pelos contributos aqui colocados pelos meus amigos, que muito valorizam o "mais, sempre mais" assim como manifestar a minha admiração pelos autores dos blogues inseridos aqui ao lado na Sala de Visitas.
Com todos me tenho enriquecido espiritual e culturalmente, além de, na sua companhia, me sentir membro de uma comunidade muito interessante.
Obrigado Merci Thank you Gracias Grazie Danke
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
De vez em quando, Cecília Meireles
Cântico XIII Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
....................................................................................."Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno. (...)
Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade". (...)
Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano".
Meireles (1901-1964)
Cântico I
Cantico II
Cântico VI
Cântico XIII
Canção mínima
O Mosquito Escreve
amento do Oficial por seu Cavalo Morto
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