La palabra teología indica que estamos utilizando la palabra sobre Dios. theo =dios, logo = tratado sobre....
Si aspiramos a estar en contacto con Dios ,se deben abrir los caminos y no cerrarlos.
Benedicto XVI se ha empeñado en hacer del catolocismo una élite, cuando en realidad catolicismo = universal.
El Papa, con una concepción europeísta del catolicismo, como lo demostró en su visita a Brasil en el mes de junio al referirse a la evangelización de las culturas indígenas, erra en sus decisiones contrarias al espíritu mismo del cristianismo.
La religión no debe dar la espalda al marco histórico que le toca vivir y debe colaborar en la construcción de una sociedad más justa ,no ignorando los conflictos sociales y participando en ellos. (por suerte en América latina existe un grupo bastante grande de miembros de la Iglesia que se encuentran afanados en esta tarea).Cómo, entonces, se le ocurre que las misas vuelvan a darse en latín. Una lengua muerta, ajena totalmente al conocimiento del hombre común _ y no común_.
Ratzinger ,deja mucho que desear.Creo que tenemos que elevar la mirada al cielo y decir "ora pro nobis".
Marita Faini Adonnino-Argentina
quinta-feira, 19 de julho de 2007
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Manipulação, incompetência, preguiça?
Esta quinta-feira e dia seguinte Lisboa acolhe alguns grandes do mundo para discutirem a paz no Médio Oriente. Dinheiro mal gasto com Blair, Condoleeza Rice e sei lá quem mais, o que fiquei a saber durante todo o dia de quarta-feira, de manhã à noite, foi que está montado um exemplar esquema de segurança com não sei quantos polícias em motos, batedores, grupo de Operações Especiais, caças F16 prontos a descolar do Montijo, helicópteros, atiradores especiais, enfim, um pequeno exército para “garantir a segurança” dos artistas da alta politica. Da conferência em si, do que vão discutir, do que é que está em cima da mesa (para usar uma expressão tão na moda aqui no rectângulo), de quais as hipóteses de alinhamento de directivas, de qual o papel de Portugal para além de anfitrião, nada foi dito, ninguém foi ouvido.Como informação repetida de hora a hora em todos os noticiários da rádio, é bem pobre, estou mesmo a ver como a coisa funcionou: a Polícia, para mostrar serviço, fazer propaganda de si mesma e justificar futuros pedidos de aumentos financeiros ao Governo, mandou cá para fora um comunicado a explicar em pormenor o esquema montado e, as redacções, em alternativa às queixinhas do sr. Marques Mendes, agarraram-se com unhas e dentes aos nossos Rambos domésticos Mas não foram mais longe que o chinelo de quarto porque, investigar, ir para além do press release, variar a informação enriquecendo-a durante o dia dá muito suor e o Verão está a começar a apertar.
Para mim, esta atitude informativa não passa de grosseira manipulação da Polícia, de incompetência das chefias de redacção e de preguiça dos jornalistas.
Não acredito que, ao divulgar os meios de protecção dos senhores da Paz no Médio Oriente, os eventuais terroristas do Líbano, ou da Palestina ou mesmo da ETA estejam a tremer de medo e, se quisessem, não seriam capazes de fazer um golpe inevitavelmente de grande projecção mundial.
A propósito, há alguém que queira realmente a paz no Médio Oriente? Estou em crer que a reunião de Lisboa, não passará de mais um show off dos grandes do mundo.
hs
terça-feira, 17 de julho de 2007
Primeiro estranha-se
Andamos nós por aí deambulando cogitações e o mundo passando ao nosso lado sem darmos por isso ou darmos muito tarde.
Não sei se é privilégio de seres superiores estar a par de tudo o que o mundo vai dando, este mundo cada vez mais aberto e mais tocável, mais imediato. Se calhar, o não darmos por isso reflecte, sejamos benevolentes, inocente distracção ou até simplesmente um breve adormecimento. Pior seria se a causa fosse soberano desinteresse. Postas as coisas assim, sinto-me mais afável para comigo mesmo, quase inclinado ao auto-perdão, não fosse a enorme influência do meu signo que me obriga a ser autocrítico e exigir sempre mais. Verdade, verdadinha, gosto mesmo de saber, de estar actualizado, de alimentar esta curiosidade que pode tanto ter sinal positivo como negativo, aborrece-me ver-me ultrapassado por mim próprio e perder o momento do encanto só recuperável a grandes custos. Por isso me interrogo onde estava eu, em que mundo andava para nunca ter ouvido falar de Paul Potts e, mais grave, de nunca o ter ouvido cantar.
Felizmente que há email e amigos capazes de adivinharem os nossos estados de suspensão da alma e nos activarem os sentidos com um simples conselho: vai ao Youtube chama Paul Potts e depois fala comigo. Ele podia ter-me enviado o link, sempre me fazia entrar directo no assunto que eu desconhecia de todo mas preferiu aguçar a minha curiosidade. Numa primeira leitura do nome, devo confessar ter sentido um tremor na coluna, é que Paul Potts soa igual a Pol Pot, o ditador maoista autor do genocídio no Camboja em nome da pureza do pensamento comunista nos anos 75 a 79, cujo nome – e façanhas sangrentas dos khmer rouges - me fartei de enunciar nos meus tempos do TJ da RTP.
Sosseguei ao concluir que o meu amigo não tem estatuto para se enganar de forma tão boçal donde, avancei de peito aberto para o youtube, Paul Potts e deparo com um homem gorducho, falta de um dente à frente mas dono de uma voz de tenor espantosa a interpretar Nessuno Dorma da Turandot de Puccini.
À medida que o ouvia e me deixava levar pela emoção, interrogava-me como é que um obscuro vendedor de telemóveis se atravessava à frente da minha ignorância e me fazia levitar enfeitiçado pela sua voz, sem aviso prévio. Afinal, Potts já cantava ópera antes nos anos noventa, em exibições amadoras, não tinha aparecido assim de geração espontânea num concurso de televisão no mês passado, a dar-me Pucini com todas as notas e tempos. A vitória, para além de lhe ter proporcionado um alívio financeiro de 100 mil libras e de ir actuar perante a rainha da Inglaterra, abriu-lhe as portas da fama e do proveito. Bem merece Paul Potts tudo o que lhe está a acontecer agora de bom porque, até ao concurso, ele e a mulher passaram miséria para poderem pagar as aulas de canto em Itália, onde teve a honra de ser ouvido pelo grande Pavarotti.
Fiquei rendido a Paul Potts, mas eu não percebo nada de ópera, por isso recomendo lerem uma crítica (em inglês) assinada por SJ Reidhead no blog BLOGCRITICS MAGAZINE em http://blogcritics.org/ , botão Music. E deliciem-se com os duetos virtuais com Pavaroti, Andrea Bocelli e Sarah Brightman. apresentados no youtube e digam-me se não vale a pena limpar a cabeça de cogitações e deambular pelos terrenos da descoberta?
hs
Não sei se é privilégio de seres superiores estar a par de tudo o que o mundo vai dando, este mundo cada vez mais aberto e mais tocável, mais imediato. Se calhar, o não darmos por isso reflecte, sejamos benevolentes, inocente distracção ou até simplesmente um breve adormecimento. Pior seria se a causa fosse soberano desinteresse. Postas as coisas assim, sinto-me mais afável para comigo mesmo, quase inclinado ao auto-perdão, não fosse a enorme influência do meu signo que me obriga a ser autocrítico e exigir sempre mais. Verdade, verdadinha, gosto mesmo de saber, de estar actualizado, de alimentar esta curiosidade que pode tanto ter sinal positivo como negativo, aborrece-me ver-me ultrapassado por mim próprio e perder o momento do encanto só recuperável a grandes custos. Por isso me interrogo onde estava eu, em que mundo andava para nunca ter ouvido falar de Paul Potts e, mais grave, de nunca o ter ouvido cantar.

Felizmente que há email e amigos capazes de adivinharem os nossos estados de suspensão da alma e nos activarem os sentidos com um simples conselho: vai ao Youtube chama Paul Potts e depois fala comigo. Ele podia ter-me enviado o link, sempre me fazia entrar directo no assunto que eu desconhecia de todo mas preferiu aguçar a minha curiosidade. Numa primeira leitura do nome, devo confessar ter sentido um tremor na coluna, é que Paul Potts soa igual a Pol Pot, o ditador maoista autor do genocídio no Camboja em nome da pureza do pensamento comunista nos anos 75 a 79, cujo nome – e façanhas sangrentas dos khmer rouges - me fartei de enunciar nos meus tempos do TJ da RTP.
Sosseguei ao concluir que o meu amigo não tem estatuto para se enganar de forma tão boçal donde, avancei de peito aberto para o youtube, Paul Potts e deparo com um homem gorducho, falta de um dente à frente mas dono de uma voz de tenor espantosa a interpretar Nessuno Dorma da Turandot de Puccini.
À medida que o ouvia e me deixava levar pela emoção, interrogava-me como é que um obscuro vendedor de telemóveis se atravessava à frente da minha ignorância e me fazia levitar enfeitiçado pela sua voz, sem aviso prévio. Afinal, Potts já cantava ópera antes nos anos noventa, em exibições amadoras, não tinha aparecido assim de geração espontânea num concurso de televisão no mês passado, a dar-me Pucini com todas as notas e tempos. A vitória, para além de lhe ter proporcionado um alívio financeiro de 100 mil libras e de ir actuar perante a rainha da Inglaterra, abriu-lhe as portas da fama e do proveito. Bem merece Paul Potts tudo o que lhe está a acontecer agora de bom porque, até ao concurso, ele e a mulher passaram miséria para poderem pagar as aulas de canto em Itália, onde teve a honra de ser ouvido pelo grande Pavarotti.
Fiquei rendido a Paul Potts, mas eu não percebo nada de ópera, por isso recomendo lerem uma crítica (em inglês) assinada por SJ Reidhead no blog BLOGCRITICS MAGAZINE em http://blogcritics.org/ , botão Music. E deliciem-se com os duetos virtuais com Pavaroti, Andrea Bocelli e Sarah Brightman. apresentados no youtube e digam-me se não vale a pena limpar a cabeça de cogitações e deambular pelos terrenos da descoberta?
hs
domingo, 15 de julho de 2007
ESPECTÁCULO na NATUREZA (cont.)
A ANDORINHA-MÃE
O vaivém atarefado é constante:
Ora pica o voo numa volta alargada
Ora dispara num enviesado rompante
Na direcção do barro onde a ninhada
De bicos abertos espera que se cumpra
A rigorosa Lei que nunca se deslumbra.
Com a colaboração do macho
Que faz a vigia na sua ausência,
A excelência de engordar (em fogacho
Quase imperceptível) sem anuência
Os futuros perpetuadores da espécie
Afasta as intenções de qualquer sordície.
Na singeleza da natureza não há alternativas
Pois tudo é correcto preenchendo os lugares
Devorados em análises de muitas perspectivas
E por mais que queiras, só resta enxugares
A lágrima solta pelas alegrias interrogativas
Que te darão vontade de centrifugares
Os malefícios isolados em redomas marcadas
Sobressaindo o exemplo das andorinhas desembaraçadas.
Lisboa, 9 de Julho de 2007
Francisco da Renda
O vaivém atarefado é constante:Ora pica o voo numa volta alargada
Ora dispara num enviesado rompante
Na direcção do barro onde a ninhada
De bicos abertos espera que se cumpra
A rigorosa Lei que nunca se deslumbra.
Com a colaboração do macho
Que faz a vigia na sua ausência,
A excelência de engordar (em fogacho
Quase imperceptível) sem anuência
Os futuros perpetuadores da espécie
Afasta as intenções de qualquer sordície.
Na singeleza da natureza não há alternativas
Pois tudo é correcto preenchendo os lugares
Devorados em análises de muitas perspectivas
E por mais que queiras, só resta enxugares
A lágrima solta pelas alegrias interrogativas
Que te darão vontade de centrifugares
Os malefícios isolados em redomas marcadas
Sobressaindo o exemplo das andorinhas desembaraçadas.
Lisboa, 9 de Julho de 2007
Francisco da Renda
quinta-feira, 12 de julho de 2007
O Gulag

Estou abismado e preocupado ao mesmo tempo com o que acabo de ler e transcrevo aqui em baixo.
Se “isto” for para a frente em relação à avaliação dos professores, só nos resta esperar novas e geniais ideias de avaliação em relação a outras profissões e, porque não, daí para a vida privada, a mulher fazer a avaliação do marido, o marido fazer a avaliação da mulher, os filhos avaliarem os pais e um grupo de avaliadores decidir estes pais não estão a funcionar como deve ser, têm de ser ou reciclados ou demitidos e despromovidos.
Torna-se tenebrosa esta tendência do poder português (não é de agora nem deste governo, já vem de outros anteriores) de colocar controladores de controladores de controladores, numa saudade mal disfarçada da pide do Salazar/Marcelo Caetano. Leiam bem o texto abaixo e, sem me fazerem qualquer favor, digam-me o que pensam.
Mas... desde quando, alunos que passam o tempo das aulas a mandarem msn’s pelo telemóvel, ou a ouvirem ipod’s, chantageiam os professores com promessas de queixas ao conselho director, desde quando, pais e encarregados de educação burgessos convencidos de possuírem uma autoridade que não ganharam de mérito próprio, vão agora poder decidir da competência ou não competência de professores? Mais grave, vão poder decidir do futuro, da carreira de professores por meio de avaliações onde, imagine-se, o próprio docente terá de elaborar a sua própria ficha de auto-avaliação?
Eu, que sou do tempo em que professor era professor e aluno era aluno (acho que as grandes cabeças deste país, da minha geração, não carregam traumas por isso), faz-me confusão que se tenha chegado a este ponto onde não se sabe se vivemos em regime democrático ou se em regime autoritário sob a ideia de que toda a gente controla toda a gente. Se a autoridade do Estado é por aí que se manifesta, onde está a democracia?
Comités de avaliação, é isso que querem montar nesta porra de país? Desculpem-me o desabafo mas começo a ficar preocupado. Já não bastava o elogio da queixinha, o sorriso bonacheirão face à denúncia idiota, a promoção do yes minister, agora, comités de avaliadores.
Já viram a pressão que se vai exercer sobre os professores? E o gasto de tempo que poderia ser ocupado a, simplesmente, ensinar?
Leiam, então, o naco de prosa abaixo:
Se “isto” for para a frente em relação à avaliação dos professores, só nos resta esperar novas e geniais ideias de avaliação em relação a outras profissões e, porque não, daí para a vida privada, a mulher fazer a avaliação do marido, o marido fazer a avaliação da mulher, os filhos avaliarem os pais e um grupo de avaliadores decidir estes pais não estão a funcionar como deve ser, têm de ser ou reciclados ou demitidos e despromovidos.
Torna-se tenebrosa esta tendência do poder português (não é de agora nem deste governo, já vem de outros anteriores) de colocar controladores de controladores de controladores, numa saudade mal disfarçada da pide do Salazar/Marcelo Caetano. Leiam bem o texto abaixo e, sem me fazerem qualquer favor, digam-me o que pensam.
Mas... desde quando, alunos que passam o tempo das aulas a mandarem msn’s pelo telemóvel, ou a ouvirem ipod’s, chantageiam os professores com promessas de queixas ao conselho director, desde quando, pais e encarregados de educação burgessos convencidos de possuírem uma autoridade que não ganharam de mérito próprio, vão agora poder decidir da competência ou não competência de professores? Mais grave, vão poder decidir do futuro, da carreira de professores por meio de avaliações onde, imagine-se, o próprio docente terá de elaborar a sua própria ficha de auto-avaliação?
Eu, que sou do tempo em que professor era professor e aluno era aluno (acho que as grandes cabeças deste país, da minha geração, não carregam traumas por isso), faz-me confusão que se tenha chegado a este ponto onde não se sabe se vivemos em regime democrático ou se em regime autoritário sob a ideia de que toda a gente controla toda a gente. Se a autoridade do Estado é por aí que se manifesta, onde está a democracia?
Comités de avaliação, é isso que querem montar nesta porra de país? Desculpem-me o desabafo mas começo a ficar preocupado. Já não bastava o elogio da queixinha, o sorriso bonacheirão face à denúncia idiota, a promoção do yes minister, agora, comités de avaliadores.
Já viram a pressão que se vai exercer sobre os professores? E o gasto de tempo que poderia ser ocupado a, simplesmente, ensinar?
Leiam, então, o naco de prosa abaixo:
As notas dos alunos de cada docente e a sua comparação com os resultados médios dos estudantes da mesma escola constituem um dos factores determinantes da avaliação de desempenho dos professores, segundo uma proposta do Ministério da Educação (ME), avança a agência Lusa.
De acordo com o documento, que regulamenta o Estatuto da Carreira Docente (ECD) nesta matéria, o processo de avaliação ocorre de dois em dois anos e abrange todos os professores, incluindo os que estão em período probatório, sendo decisivo para a progressão na carreira.
Cada docente terá de elaborar uma ficha de auto-avaliação, especificando as notas que atribuiu aos seus alunos em cada um dos anos lectivos em análise, a diferença para os resultados que os mesmos obtiveram em exames nacionais ou provas de aferição e a comparação com a média de classificações dos estudantes do mesmo ano de escolaridade e disciplina, na sua escola.
A ficha de auto-avaliação é um dos elementos do processo, a que se junta a avaliação efectuada pelos superiores hierárquicos, nomeadamente o conselho executivo e o coordenador do departamento ou do conselho de docentes. A relação pedagógica com os alunos é outro dos factores, que será aferido pela observação de, pelo menos, três aulas dadas pelo professor avaliado, por ano escolar.
O nível de assiduidade, a participação em projectos e actividades, a frequência de acções de formação contínua e o exercício de cargos de coordenação e supervisão pedagógica são outros dos elementos da avaliação de desempenho.
Já a apreciação dos pais e encarregados de educação só poderá ser tida em conta pelos avaliadores mediante a concordância do professor, sendo promovida de acordo com o que estipular o regulamento interno das escolas.
A escala de classificações compreende cinco níveis: Insuficiente (1 a 4,9 valores), Regular (5 a 6,9), Bom (7 a 7,9), Muito Bom (8 a 8,9) e Excelente (9 a 10 valores). Para obter uma classificação igual ou superior a Bom o professor terá de cumprir, pelo menos, 95 por cento das actividades lectivas previstas, não podendo mesmo falhar nenhuma para alcançar o nível de Excelente.
No entanto, haverá uma percentagem máxima para a atribuição das classificações de Muito Bom e Excelente, que será fixada em cada agrupamento de escolas por despacho conjunto dos ministros da Educação e das Finanças, tendo por referência a avaliação externa de cada estabelecimento de ensino.
De acordo com o documento, que regulamenta o Estatuto da Carreira Docente (ECD) nesta matéria, o processo de avaliação ocorre de dois em dois anos e abrange todos os professores, incluindo os que estão em período probatório, sendo decisivo para a progressão na carreira.
Cada docente terá de elaborar uma ficha de auto-avaliação, especificando as notas que atribuiu aos seus alunos em cada um dos anos lectivos em análise, a diferença para os resultados que os mesmos obtiveram em exames nacionais ou provas de aferição e a comparação com a média de classificações dos estudantes do mesmo ano de escolaridade e disciplina, na sua escola.
A ficha de auto-avaliação é um dos elementos do processo, a que se junta a avaliação efectuada pelos superiores hierárquicos, nomeadamente o conselho executivo e o coordenador do departamento ou do conselho de docentes. A relação pedagógica com os alunos é outro dos factores, que será aferido pela observação de, pelo menos, três aulas dadas pelo professor avaliado, por ano escolar.
O nível de assiduidade, a participação em projectos e actividades, a frequência de acções de formação contínua e o exercício de cargos de coordenação e supervisão pedagógica são outros dos elementos da avaliação de desempenho.
Já a apreciação dos pais e encarregados de educação só poderá ser tida em conta pelos avaliadores mediante a concordância do professor, sendo promovida de acordo com o que estipular o regulamento interno das escolas.
A escala de classificações compreende cinco níveis: Insuficiente (1 a 4,9 valores), Regular (5 a 6,9), Bom (7 a 7,9), Muito Bom (8 a 8,9) e Excelente (9 a 10 valores). Para obter uma classificação igual ou superior a Bom o professor terá de cumprir, pelo menos, 95 por cento das actividades lectivas previstas, não podendo mesmo falhar nenhuma para alcançar o nível de Excelente.
No entanto, haverá uma percentagem máxima para a atribuição das classificações de Muito Bom e Excelente, que será fixada em cada agrupamento de escolas por despacho conjunto dos ministros da Educação e das Finanças, tendo por referência a avaliação externa de cada estabelecimento de ensino.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Portela mais quantos?????

Do meu amigo João Coimbra, comandante piloto-aviador e formador, recebi este estudo de sua autoria. Por se tratar de tema com grande actualidade de que tanta gente fala sem nada perceber do assunto, achei por bem partilhar este trabalho do João Coimbra.
“O novo "Terminal 2" do Aeroporto Internacional da Portela/Lisboa, cujas obras decorrem em ritmo acelerado, será aberto no próximo mês de Agosto.
A partir de Agosto deste ano, os passageiros dos voos domésticos das companhias nacionais que realizam voos regulares de Lisboa para as Regiões Autónomas - TAP, PGA e SATA Internacional - passarão a embarcar no novo Terminal 2, que terá acesso pela Segunda Circular.
No entanto, aquilo que parece tratar-se de uma boa solução para aliviar o tráfego nacional, promete ser um transtorno importante por vários motivos.
Primeiro porque o novo Terminal não reúne as comodidades a que estavam habituados os utentes destas linhas, nomeadamente no que se refere às condições de embarque e de permanência no Terminal.
Segundo não terá mangas telescópicas para acesso directo às aeronaves, pelo que os passageiros terão de embarcar através de transbordo em autocarros, ou até mesmo a pé, já que a placa de estacionamento dos aviões que se destinam às linhas domésticas ficará mesmo frente ao novo Terminal (embora ainda consiga viver com isto).
Para mim o pior problema é o acesso a essa nova aerogare. Para além de não possuir parque de estacionamento, as pessoas que se destinam a esses voos, em horas de ponta, serão obrigadas a circular numa das vias de Lisboa com tráfego mais intenso - a segunda circular - o que dificultará (e de que maneira) a nossa vida!
Embora a ANA diga que esta situação é transitória, já que prevê que os voos domésticos possam voltar ao Terminal 1 logo que as obras de ampliação do actual sector de embarque e desembarque estejam concluídas em 2010. Contudo, atendendo ao crescimento do movimento de passageiros no Aeroporto de Lisboa (em 2006 teve 12 milhões, prevendo-se que em 2010 possa receber, pelo menos, 15 milhões), o mais provável é que os voos domésticos fiquem no Terminal 2 até que o aeroporto seja deslocalizado, o que poderá acontecer apenas entre 2017 e 2020.
Só uma curiosidade: em princípio só as companhias portugueses serão "movidas" para o Terminal 2, enquanto que os passageiros das companhias "low cost", de registo estrangeiro, que eventualmente venham a voar para a Madeira, no próximo Inverno, num cenário de liberalização da linha, irão utilizar a Terminal 1 com mangas. O que não deixa de ser caricato, já que os passageiros que pagarem menos usufruirão de melhores comodidades...”
“O novo "Terminal 2" do Aeroporto Internacional da Portela/Lisboa, cujas obras decorrem em ritmo acelerado, será aberto no próximo mês de Agosto.
A partir de Agosto deste ano, os passageiros dos voos domésticos das companhias nacionais que realizam voos regulares de Lisboa para as Regiões Autónomas - TAP, PGA e SATA Internacional - passarão a embarcar no novo Terminal 2, que terá acesso pela Segunda Circular.
No entanto, aquilo que parece tratar-se de uma boa solução para aliviar o tráfego nacional, promete ser um transtorno importante por vários motivos.
Primeiro porque o novo Terminal não reúne as comodidades a que estavam habituados os utentes destas linhas, nomeadamente no que se refere às condições de embarque e de permanência no Terminal.
Segundo não terá mangas telescópicas para acesso directo às aeronaves, pelo que os passageiros terão de embarcar através de transbordo em autocarros, ou até mesmo a pé, já que a placa de estacionamento dos aviões que se destinam às linhas domésticas ficará mesmo frente ao novo Terminal (embora ainda consiga viver com isto).
Para mim o pior problema é o acesso a essa nova aerogare. Para além de não possuir parque de estacionamento, as pessoas que se destinam a esses voos, em horas de ponta, serão obrigadas a circular numa das vias de Lisboa com tráfego mais intenso - a segunda circular - o que dificultará (e de que maneira) a nossa vida!
Embora a ANA diga que esta situação é transitória, já que prevê que os voos domésticos possam voltar ao Terminal 1 logo que as obras de ampliação do actual sector de embarque e desembarque estejam concluídas em 2010. Contudo, atendendo ao crescimento do movimento de passageiros no Aeroporto de Lisboa (em 2006 teve 12 milhões, prevendo-se que em 2010 possa receber, pelo menos, 15 milhões), o mais provável é que os voos domésticos fiquem no Terminal 2 até que o aeroporto seja deslocalizado, o que poderá acontecer apenas entre 2017 e 2020.
Só uma curiosidade: em princípio só as companhias portugueses serão "movidas" para o Terminal 2, enquanto que os passageiros das companhias "low cost", de registo estrangeiro, que eventualmente venham a voar para a Madeira, no próximo Inverno, num cenário de liberalização da linha, irão utilizar a Terminal 1 com mangas. O que não deixa de ser caricato, já que os passageiros que pagarem menos usufruirão de melhores comodidades...”
segunda-feira, 9 de julho de 2007
ESPECTÁCULO na NATUREZA
A ARANHA-MÃEA aranha acabada de parir dezenas
De filhotes parecia bastante cansada,
A teia, onde os protegia das pequenas
E grandes agressões, estava bem treinada
Mimetizando um refúgio sem mecenas
Que os isolava numa tarefa não terminada.
Esgotada por cumprir o instinto básico
Da propagação da espécie pouco tempo teve
Para o repouso pois o alimento não era discrásico
Nem discutia por um motivo seco e leve,
E a fome, com persistência, nada tem de difásico.
Neste preenchimento da vida, a hierarquização
De valores
Não se coaduna com o cansaço nem com a emoção
E por mais que lhe custasse as bocas esfomeadas tinham razão,
Sem favores.
Tratou então de por o corpo e as gambias em acção
Com características de quem tem uma missão
Cujos odores
Se perpetuam no perfume da nova geração.
Eu, cada vez mais deliciado
Com estes fenómenos insignificantes,
Lá vou ficando melhor preparado
Para este envelhecer de contornos irritantes.
.
Estoril, 10 de Junho de 2007
Francisco da Renda
segunda-feira, 2 de julho de 2007
sábado, 30 de junho de 2007
As sete maravilhas
Está em curso uma votação para os sete melhores blogues. O regulamento, simples, não nos obriga a grandes trabalhos e o prazo de votação termina amanhã. Acho que não há prémio nenhum e ainda bem.Quem quiser ainda vai a tempo, pode enviar os seus sete votos para o email 7.maravilhas.blogosfera@gmail.com, com um link para o post publicado sobre o assunto no seu blogue.
E porque não exercer o meu direito de voto e entrar na brincadeira? Não faz mal a ninguém, antes pelo contrário aguça uma certa forma de solidariedade para com os meus votados, como a agradecer-lhes os bons momentos que me proporcionam.
Voto no:
PITIGRILI (http://pitigrili-de-luanda.blogspot.com/) - para me reencontrar com um velho amigo e camarada de andanças televisivas;
ÀS VEZES (DES)ORGANIZO-ME EM PALAVRAS (http://mwanapwo.blogspot.com/) – pela acutilância de uma visão crítica de quem ama a sua terra;
O MUNDO PERFEITO (http://omundoperfeito.blogspot.com/) – pela beleza da palavra escrita, pela pureza dos conceitos;
ESCRITA EM DIA (http://blogda-se.blogspot.com/) - pela franqueza insuspeita de um outro camarada de andanças televisivas;
DASS (http://dassmld.blogspot.com/) – porque...tem um je ne sais quoi que me atrai;
PALAVRAS CRUZADAS (http://palavras-cruzadas.blogspot.com/) – por ser agradável à vista, ao ouvido e me colocar onde nunca fui;
CHÁ DE LARANJA LIMA (http://xadelima.blogspot.com/) – por me ensinar o que não sei.
Todos estes blogues estão disponíveis na minha sala de visitas. Conheçam-nos, valem a pena.
hs
segunda-feira, 25 de junho de 2007
TV, o fascínio do directo
A televisão mudou muito nestes últimos anos e não vou cair na incontida tentação de dizer que mudou para pior em comparação com o meu tempo. Venho da geração da televisão a preto e branco, das reportagens em filme de 16mm em cameras Arriflex e som de fita klang que montadoras excepcionais da RTP (oriundas do cinema) sincronizavam à primeira com a claquette.
Hoje a televisão em Portugal vive muito e exageradamente do luxo do directo em concorrência directa com a rádio e com a vantagem de mostrar a imagem. Só que, neste frenesi da actualidade, de estar “em cima do acontecimento”, de abafar a concorrência, praticam-se exageros que de tão repetidos já ninguém dá conta deles, senão, como se explica a razão de colocar um/uma jornalista no meio de uma rua vazia e escura em frente à porta de um qualquer organismo para “informar” coisas que já foram divulgadas há umas horas quer pela rádio quer pelo próprio canal????
Os directos hoje em dia são muito fáceis e, talvez por isso, a maior parte deles são feitos por jornalistas de segunda linha com resumida preparação técnica raramente são apresentados por jornalistas séniores, obedecendo a uma certa forma de hierarquização da notícia.
Quando deslocar um carro de exteriores para um local representava um feito cuja preparação começava horas antes e uma das preocupações era saber-se onde estaria a antena retransmissora mais em linha com o edifício da RTP ou com as antenas de Monsanto, fazer um directo tinha mesmo que ser de assunto importante, tirando o futebol, é bom de se ver.
Então, os jornalistas, faziam aquilo a que chamávamos “falsos directos” e que ainda hoje se utilizam por questões práticas. O falso directo era fingir que estávamos em directo a comentar um determinado acontecimento (normalmente quando estávamos no estrangeiro), respondendo a uma deixa do apresentador no estúdio em Lisboa (ou no Porto) para se arrancar a gravação do....directo. Ainda que, por essa via, se perdesse a espontaneidade, ganhava-se sempre em qualidade da informação, apesar de não termos na RTP, naqueles tempos, um teleponto portátil de reportagem, até porque nem sabíamos o que era ter-se computador portátil.
Tornou-se tão fácil fazer televisão em directo que se caiu na ausência de um critério. Por isso não é de admirar que os senhores da política escolham sempre as 20 horas para fazerem os seus comentários, aproveitando o directo das televisões, a maior parte das vezes com conteúdos que, em boa análise editorial, não mereceriam mais do que uns 40 segundos de off a resumir tudo.
O directo, quando usado abusivamente por quem não tem preparação para tal, não implica, realmente, qualidade informativa.
hs
Hoje a televisão em Portugal vive muito e exageradamente do luxo do directo em concorrência directa com a rádio e com a vantagem de mostrar a imagem. Só que, neste frenesi da actualidade, de estar “em cima do acontecimento”, de abafar a concorrência, praticam-se exageros que de tão repetidos já ninguém dá conta deles, senão, como se explica a razão de colocar um/uma jornalista no meio de uma rua vazia e escura em frente à porta de um qualquer organismo para “informar” coisas que já foram divulgadas há umas horas quer pela rádio quer pelo próprio canal????
Os directos hoje em dia são muito fáceis e, talvez por isso, a maior parte deles são feitos por jornalistas de segunda linha com resumida preparação técnica raramente são apresentados por jornalistas séniores, obedecendo a uma certa forma de hierarquização da notícia.
Quando deslocar um carro de exteriores para um local representava um feito cuja preparação começava horas antes e uma das preocupações era saber-se onde estaria a antena retransmissora mais em linha com o edifício da RTP ou com as antenas de Monsanto, fazer um directo tinha mesmo que ser de assunto importante, tirando o futebol, é bom de se ver.
Então, os jornalistas, faziam aquilo a que chamávamos “falsos directos” e que ainda hoje se utilizam por questões práticas. O falso directo era fingir que estávamos em directo a comentar um determinado acontecimento (normalmente quando estávamos no estrangeiro), respondendo a uma deixa do apresentador no estúdio em Lisboa (ou no Porto) para se arrancar a gravação do....directo. Ainda que, por essa via, se perdesse a espontaneidade, ganhava-se sempre em qualidade da informação, apesar de não termos na RTP, naqueles tempos, um teleponto portátil de reportagem, até porque nem sabíamos o que era ter-se computador portátil.
Tornou-se tão fácil fazer televisão em directo que se caiu na ausência de um critério. Por isso não é de admirar que os senhores da política escolham sempre as 20 horas para fazerem os seus comentários, aproveitando o directo das televisões, a maior parte das vezes com conteúdos que, em boa análise editorial, não mereceriam mais do que uns 40 segundos de off a resumir tudo.
O directo, quando usado abusivamente por quem não tem preparação para tal, não implica, realmente, qualidade informativa.
hs
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Pluralismo à portuguesa

As duas revistas semanais mais populares mostraram grande capacidade jornalística, espírito inventivo, direito à diferença, informação de qualidade e ineditismo no tema de capa.Das duas uma, ou há falta de assunto neste país ou os jornalistas fazem pesquisa sentados atrás do fulanismo tão do gosto lusitano. Lá porque um milionário de ar bonacheirão e pronúncia esquisita se lembrou de copiar o Abramovich, quer dizer que os portugueses, os que lêem revistas, têm de apanhar com o mesmo tema em ambas?
Pobre país pequenino, minguado de criatividade jornalística que nos "oferece" escolha...unitária.
hs
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Verão verão
É Verão, verão que hoje, a partir de hoje é Verão. Saúdo a chegada do Verão ao calendário, espero que ele se confirme na pele quando o calor apertar e o país distraído correr a banhos cansado de tanto trabalhar....para o bronze...A ver se na rentrée, algumas mentes iluminadas regressam despoluídas de minudências e se aplicam nas coisas sérias...
Entretanto, no hemisfério da nossa amiga Marita da Argentina, celebra-se a chegada do Inverno e novo ano 5515.
hs
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