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domingo, 6 de abril de 2008

Quanto dói?


Há dores que não deviam existir, nenhuma dor, aliás, devia existir, mas infelizmente é assim que a coisa funciona e a dor, não aquela do dói-dói no cotovelo, a outra que não se sente na pele e, contudo, está fortemente impregnada por baixo dela e puxa algo de indefinido no peito e cansa algures na cabeça, essa dor presente desde o levantar até ao levantar seguinte, numa sucessão premente, pressionante, esmagadora.
Uma dor residente desde o primeiro minuto, que vai crescendo e refinando e fica pairando no espírito como que a tomar conta para que ela não saia, para que fique e se prolongue como se, assim sendo, tomasse por fenomenal transmissão a dor alheia, retirando-lhe força na vã esperança de que o sofrimento alheio se torne mais suportável. Duvido que haja dor realmente suportável mas, se calhar, há uma hierarquia da dor que desconheço. E, aí, fico com a eterna questão a respeito do grau - é dor de grau quantos aquela que me assola agora? E a dor de quem retiro esta minha dor, é de que grau?
Quanto dói perder um filho em acidente brutal, na mesma altura em que se vai acentuar a recordação de um ano de perda da mulher companheira de uma vida?

domingo, 24 de fevereiro de 2008

E tenham uma boa semana

Ou "As amigas" de G. Klimt (1916)....

ou este recente desenho da minha neta Iara...onde aquele Sol com óculos me encanta

...ambos excelentes peças para "lavar os olhos" e aquecer o coração...

um abraço a todos os meus visitantes

helder

domingo, 16 de dezembro de 2007

Aniversário


Quase sem dar por isso, passou um ano, este espaço festeja o primeiro aniversário de existência no próximo dia 28 e eu navego em sentimentos de gratidão pela riqueza das intervenções que aqui têm sido feitas por tantos amigos conhecidos e desconhecidos. Ainda não interiorizei bem este fenómeno dos blogues, não sei bem se isto representa pertencer a uma comunidade ou, se simplesmente é a oportunidade de escrever o diário que nunca escrevi e deixar outros intervir nas minhas páginas. Comunidade deve ser, todos temos de comum a partilha de um espaço livre onde não há constrições e onde as regras são poucas e simples - basta agir com bom senso e respeito pelo próximo.
Ao fim de um ano, como se nota, acho-me ainda um caloiro, um aprendiz quando esvoaço o meu tempo sobre alguns blogues tanto portugueses como não, cuja qualidade, cuja afectividade, cuja ousadia me fazem cair a boca de admiração, de verdadeiro prazer intelectual.
Em boa hora tomei a decisão de vir para aqui engrossar a coluna. Como já disse em post recuado, estou-me nas tintas para a audiência, se sou lido por muitos ou poucos, não pretendo vender nada nem impor nada. Gosto sim, por que acho graça, de saber que fui visto em lugares distantes mas gosto mais de saber que tenho fieis amigos diários a honrarem-me com as suas visitas e com as suas intervenções.
No espaço de um ano acontecem milhares de situações umas boas outras menos às pessoas. Quanto a mim, a mais marcante foi a síncope que me levou de urgência para o hospital onde fui premiado com mais de 4 horas de peito aberto para me mexerem no mais profundo de cada um de nós, o coração e me brindarem com três bypasses. E, o que é fantástico mesmo é verificar que passados nove meses, até as cicatrizes desapareceram quase todas e a vida continua.

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