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terça-feira, 4 de março de 2008

Que tempo é o nosso?

Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros. Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras.

Eugénio de Andrade in "Os afluentes do Silêncio"



sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Barcelonaaaaaaa
















A Sagrada Família continua em obras, os guindastes surgem como deselegantes torres que Gaudi não sonhou e não sei se prefiro o tom sujo dos anos se o lavado que embranquece a pedra. Seja como for, ir a Barcelona implica ir à Sagrada Família. É como uma peregrinação, mas sem pagamento de promessa o que torna a deslocação bem mais simples e descomprometida.


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